Presa nos Estados Unidos sob a acusação de narcotráfico ao lado do marido deposto, Nicolás Maduro, Cilia Flores enfrenta um grave quadro de saúde cardíaco e respiratório, segundo o filho do casal, Nicolás Maduro Guerra. Aos 69 anos, a ex-primeira-dama venezuelana necessita de uma intervenção cirúrgica por conta de um prolapso no coração, além de crises de asma e pressão alta. A defesa pediu a transferência para prisão domiciliar para viabilizar o tratamento, mas o pleito foi negado pela Justiça.
Cilia Flores, mulher do ditador Nicolás Maduro, que está presa nos Estados Unidos após sua captura em uma operação militar norte-americana em janeiro, "tem um problema muito delicado no coração", disse à AFP nesta segunda-feira, 5, o filho de Maduro.
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Processada por tráfico de drogas em Nova York junto com o mandatário deposto, Flores "está com 40 mulheres (...). Não há condições para que, após uma intervenção como a que ela precisa passar, ela possa se recuperar totalmente", afirmou o deputado Nicolás Maduro Guerra.
Há algumas semanas, Flores, de 69 anos, solicitou que fosse transferida à prisão domiciliar para receber tratamento médico, mas o pedido foi negado. Em 23 de setembro, a Promotoria recomendou ao Tribunal que negasse o pedido de liberdade de Flores antes do julgamento.
Segundo "Nicolasito", como é conhecido o filho do deposto Maduro, sua madrasta sofre de um "prolapso" cardíaco, uma condição que, em casos graves, pode levar à insuficiência cardíaca.
"Ela começou a ter problemas de pressão arterial depois de 3 de janeiro; nunca havia sofrido com isso antes", acrescentou Maduro Guerra, referindo-se à data da incursão das forças americanas que resultou na captura do casal presidencial.
O deputado disse ainda que Flores teve um problema respiratório depois que agentes penitenciários usaram spray de pimenta para controlar uma briga entre duas mulheres. "Ela é asmática. Então... Bem, esperamos que algo bom aconteça esta semana", afirmou.
Maduro, de 63 anos, e sua esposa são acusados de ajudar a transportar toneladas de cocaína para os Estados Unidos. Ambos negam as acusações, enquanto o presidente deposto afirma ser "um prisioneiro de guerra".
Apelidada pelo marido de "primeira combatente", Flores é advogada e ocupou cargos importantes, como presidente da Assembleia Nacional e procuradora-geral. Muitos observadores consideram que ela desempenhava um papel central no governo./AFP