Prefeito de cidade italiana proíbe bicicletas no centro após ser atropelado

Rapinese defendeu que restrição era necessária para garantir a segurança pública

20 ago 2026 - 18h28
(atualizado às 18h35)
Resumo
O prefeito de Como, na Itália, Alessandro Rapinese, proibiu bicicletas em cerca de 30 ruas centrais a partir de setembro após ser atropelado por uma delas. Ciclistas terão de cruzar a área a pé. Defendida pelo prefeito por razões de segurança em locais turísticos, a decisão gerou polêmica e fortes críticas: moradores e políticos a consideram uma vingança pessoal, enquanto comerciantes e defensores do transporte sustentável alertam para prejuízos a entregadores e ao comércio local.

Em uma decisão que provocou polêmica na Itália, o prefeito de Como, Alessandro Rapinese, proibiu a circulação de bicicletas na região central da cidade após ser atropelado por uma delas.

Rapinese defendeu que restrição era necessária para garantir a segurança pública
Rapinese defendeu que restrição era necessária para garantir a segurança pública
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A medida, que entrará em vigor em setembro, abrangerá cerca de 30 ruas. Com a nova regra, ciclistas, tanto de bicicletas elétricas quanto convencionais, precisarão descer dos veículos e atravessar a pé as áreas afetadas pela restrição.

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Rapinese foi alvo de críticas após grupos de moradores e políticos o acusarem de adotar a medida como uma espécie de vingança pessoal pelo acidente que sofreu em junho. O atropelamento ocorreu, curiosamente, pouco depois de uma reunião na qual havia sido discutida uma medida para restringir o tráfego no centro da cidade.

"Fui acusado de adotar essa medida porque fui atropelado por uma bicicleta elétrica ? certamente, isso é verdade. As pessoas agem com base em suas próprias experiências, e eu sei como é ser atropelado por uma dessas máquinas", afirmou o prefeito em entrevista à ANSA.

O político defendeu que a restrição é necessária para garantir a segurança pública, especialmente em uma região com grande circulação de turistas. Os críticos, por outro lado, argumentam que a proibição dificulta o uso de um meio de transporte barato e ecológico.

A medida também preocupa comerciantes do município lombardo, que temem impactos especialmente sobre entregadores e lojistas que dependem das bicicletas para o transporte e o abastecimento de produtos. .

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