Um possível acordo entre o Irã e os Estados Unidos prevê que o fluxo de navios no Estreito de Ormuz volte aos níveis anteriores ao conflito em até 30 dias. A informação foi divulgada pela agência iraniana Tasnim, que cita um memorando de entendimento ainda em negociação entre os dois países.
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Segundo a publicação, o bloqueio naval na região seria totalmente suspenso dentro desse prazo, permitindo a retomada gradual da circulação de petroleiros e cargueiros. O acordo também incluiria a liberação parcial de recursos iranianos congelados no exterior já na primeira fase das tratativas.
A Tasnim afirma ainda que o memorando prevê o fim das ações militares em diferentes frentes e a suspensão das sanções americanas sobre o petróleo iraniano durante o período de negociações. Apesar disso, o governo iraniano não teria aceitado medidas relacionadas ao seu programa nuclear, tema que seguiria fora do acordo preliminar.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou que novas informações sobre a situação podem surgir ainda neste domingo. Ele voltou a afirmar que Teerã "nunca poderá ter armas nucleares" e classificou ataques contra navios comerciais e civis como "totalmente ilegais".
Rubio também afirmou que houve progresso nas últimas 48 horas nas discussões para uma solução da crise envolvendo o Estreito de Ormuz. Segundo informações da Reuters, existe a possibilidade de “boas notícias” nas próximas horas sobre a navegação na região estratégica para o comércio global de petróleo.
Paralelamente, uma fonte iraniana ouvida pela Reuters afirmou que Teerã não concordou em entregar seu urânio altamente enriquecido. A mesma fonte disse que a questão nuclear não faz parte do entendimento atualmente em discussão entre os dois países.