Portugal promulga 'lei da burca', que proíbe cobrir rosto em espaços públicos

Medida é 'compatível' com decisões do Tribunal Europeu de Direitos Humanos

19 ago 2026 - 15h14

O presidente de Portugal, António José Seguro, promulgou na terça-feira (18) a chamada "lei da burca", que proíbe cobrir o rosto em espaços públicos.

    O Parlamento português havia aprovado a lei em 17 de julho com o apoio de partidos governistas e da oposição. A proposta é da bancada de extrema-direita Chega, mas foi alterada para evitar uma possível inconstitucionalidade, especialmente no que diz respeito à liberdade religiosa.

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    Na versão final, o texto promulgado baseia-se mais em fundamentos relacionados à segurança e à ordem pública do que à religião.

    Em nota, o chefe de Estado justificou a medida citando decisões "compatíveis com ela" proferidas pelo Tribunal Europeu de Direitos Humanos (TEDH).

    Seguro compartilha a convicção do TEDH de que o rosto é "considerado fundamental para a identidade e a comunicação humanas, servindo como elemento básico de reconhecimento mútuo entre os cidadãos".

    Ao mesmo tempo, a declaração observa que "aceitar que as mulheres ? e apenas as mulheres ? devam ocultar todo o rosto implica uma assimetria incompatível com os valores de igualdade e de dignidade entre homens e mulheres, princípios que sustentam as democracias europeias". .

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