Por telefone, Lula e Xi conversam sobre cooperação entre os países e papel da ONU no mundo

Presidentes brasileiro e chinês conversaram por telefone nesta sexta, 23. A informação é da Xinhua, agência de notícias estatal chinesa

23 jan 2026 - 01h06
(atualizado às 08h10)
Resumo
Lula e Xi Jinping conversaram por telefone sobre cooperação Brasil-China, o papel central da ONU na comunidade internacional e a manutenção da paz global em meio ao cenário tumultuado atual.
Lula e o presidente chinês, Xi Jinping
Lula e o presidente chinês, Xi Jinping
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Xi Jinping conversaram por telefone na manhã desta sexta-feira, 23 (horário local), informou Xinhua, agência de notícias estatal. Na ligação, Xi declarou que o desenvolvimento de alta qualidade na China vai proporcionar mais oportunidades de cooperação entre o Brasil e Pequim.

Na ligação, o presidente chinês também pediu ao brasileiro que ambos defendam o "papel central" da Organização das Nações Unidas (ONU) na comunidade internacional, informou a mídia estatal. A conversa acontece um dia após o presidente Donald Trump lançar seu Conselho da Paz em Davos.

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Sem mencionar o grupo, Xi disse a Lula que, na atual conjuntura internacional "tumultuada", os países "são forças construtivas para a manutenção da paz e da estabilidade mundial", segundo um comunicado divulgado pela emissora estatal CCTV.

"Eles devem se manter firmes do lado certo da história e defender conjuntamente o papel central das Nações Unidas e a justiça e equidade internacionais", declarou o presidente chinês.

No Fórum Econômico Mundial, na Suíça, Trump disse que o conselho trabalhará em "cooperação" com a ONU, embora, uma vez estabelecido, "possa fazer virtualmente" tudo o que os membros desejarem.

O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou na quarta, 22, que "independentemente de como a situação internacional mude, a China defende firmemente o sistema internacional com as Nações Unidas em seu núcleo".

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O gigante asiático e segunda maior economia do mundo tradicionalmente defende o sistema das Nações Unidas, do qual é membro permanente do Conselho de Segurança com poder de veto.

Embora a China e o Brasil tenham sido convidados a participar do novo grupo, nenhum dos líderes confirmou presença ainda. Para os convidados do americano se tornarem participantes permanentes do grupo, eles terão que pagar até US$ 1 bilhão.

Pequim e Brasília mantêm fortes laços econômicos e políticos.

Durante a ofensiva tarifária global lançada por Trump no ano passado, ambos os países buscaram se apresentar como defensores firmes do sistema multilateral de comércio. Em agosto, Xi disse a Lula que eles poderiam servir de exemplo de "autossuficiência" para as potências emergentes. /Com informações da AFP

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