Paraguai defende retorno da Venezuela ao Mercosul

23 set 2026 - 12h19
(atualizado às 13h56)
Resumo
Na Assembleia Geral da ONU, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, defendeu a reintegração da Venezuela ao Mercosul, condicionada a uma transição democrática duradoura e ao cumprimento de regras comerciais, após anos de suspensão do bloco. O retorno, contudo, ainda enfrenta desafios tarifários. Na mesma ocasião, Peña aproveitou seu discurso para reafirmar a histórica aliança diplomática de seu país com Taiwan, apoiando a plena participação da ilha nas agências especializadas das Nações Unidas.

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, ‌pediu nesta quarta-feira a reintegração da Venezuela ao bloco comercial sul-americano Mercosul, ao se dirigir aos líderes mundiais na Assembleia Geral da ONU.

A Venezuela foi suspensa por tempo indeterminado como membro do Mercosul, que reúne algumas das maiores economias da América do Sul, ⁠incluindo Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

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O presidente do Chile, José Antonio ‌Kast, cujo país é membro associado do bloco, deve se reunir com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, à ‌margem da Assembleia Geral nesta quinta-feira.

Em ‌seu discurso, Peña também afirmou que deseja ver a Venezuela ⁠passar por uma transição democrática genuína e duradoura.

"Queremos uma transição com instituições fortes, segurança, uma economia próspera e uma nação novamente integrada à comunidade internacional e, especificamente, integrada ao Mercosul", afirmou.

Peña visitou Caracas antes de chegar a Nova York, reabrindo o diálogo ‌após o rompimento das relações diplomáticas em 2025 devido às disputadas ‌eleições de 2024 na ⁠Venezuela.

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A Venezuela ⁠foi suspensa do Mercosul em 2017 por não cumprir as regras do bloco, ⁠e este endureceu sua postura ‌posteriormente, após a detenção ‌de várias figuras da oposição sob o governo do presidente deposto Nicolás Maduro.

Embora o Brasil esteja aberto a uma reintegração gradual da Venezuela ao bloco, qualquer esforço para trazer Caracas ⁠de volta ao seio do Mercosul provavelmente teria de ser liderado pelo Paraguai, segundo uma fonte próxima ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

A fonte afirmou que o retorno da Venezuela enfrentaria obstáculos significativos, já ‌que o país precisaria cumprir os requisitos do Mercosul relativos a regras comerciais e tarifárias.

APOIO A TAIWAN

O Paraguai é o ⁠último aliado diplomático de Taiwan na América do Sul e um dos poucos países no mundo que ainda mantêm laços formais com Taipé.

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Peña aproveitou seu discurso na ONU para reafirmar o apoio do Paraguai em um momento em que Pequim intensificou a pressão militar e política sobre Taiwan, governado democraticamente, que Pequim reivindica como seu próprio território.

"Reafirmo aqui hoje meu apoio à participação plena e significativa da República da China (Taiwan) nas Nações Unidas e em suas agências especializadas. Taiwan tem contribuições concretas a oferecer para a paz, o desenvolvimento e os direitos humanos", disse Peña.

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