Papa pede que IA e inovação tecnológica sejam usadas como 'instrumentos de paz'

Leão XIV fez apelo em mensagem enviada a simpósio internacional

21 set 2026 - 13h18
Resumo
Durante a abertura do simpósio internacional AI4Peace, em Roma, o papa Leão XIV apelou para que a inteligência artificial seja guiada pela sabedoria e pela caridade, tornando-se um instrumento de paz a serviço da dignidade humana. O evento, promovido com apoio da ONU e entidades católicas, debate o impacto ético da inovação. No encontro, especialistas alertaram que, embora a tecnologia possa solucionar crises, também há o risco real de amplificar desigualdades e gerar novos conflitos globais.

O papa Leão XIV fez um apelo nesta segunda-feira (21) para que o desenvolvimento da inteligência artificial (IA) seja guiado pela sabedoria e pela caridade, de modo que a inovação tecnológica se transforme em um verdadeiro instrumento de paz.

    O apelo foi feito em uma mensagem destinada aos participantes da primeira edição do simpósio internacional "AI4Peace", que acontece na Universidade Pontifícia Lateranense, em Roma, até a próxima terça-feira (22).

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    "Em um mundo marcado por conflitos divisões, o desenvolvimento da inteligência artificial exige uma visão inspirada pela sabedoria e pela caridade, para que o progresso tecnológico possa servir à dignidade de cada pessoa e fortalecer os laços que unem a família humana", escreveu o pontífice.

    Robert Prevost citou sua encíclica "Magnifica Humanitas", quando afirmou que "o desígnio de misericórdia de Deus continua a se manifestar na história também hoje e torna-se uma bússola na era digital para vivermos nossa vida segundo o Evangelho".

    Desta forma, incentivou os especialistas a refletirem sobre como a "IA, guiada por uma preocupação genuína com o bem-estar do próximo, pode promover o diálogo, a reconciliação e a solidariedade entre os povos, ajudando a transformar os frutos da inovação tecnológica em instrumentos de paz".

    Durante o encontro, o reitor da Universidade para a Paz da ONU, Francisco Rojas Aravena, advertiu que a IA pode oferecer ferramentas extraordinárias para a resolução de conflitos, mas tem também o potencial de "amplificar desigualdades, tensões e novas formas de conflito".

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    Portanto, o desafio do AI4Peace é "criar um diálogo internacional que nos permita compreender essas transformações e promovê-las de maneira coerente com os princípios da paz, dos direitos humanos e da dignidade da pessoa", concluiu.

    O simpósio, promovido pela Universidade para a paz da ONU e pela representação da instituição acadêmica na Itália, juntamente com a Pontifícia Academia para a Vida e a Pontifícia Universidade Lateranense, tem como objetivo favorecer o diálogo entre pesquisa científica, instituições, diplomacia, economia, filosofia, mundo acadêmico e dimensão religiosa. .

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