Papa pede fim da corrida armamentista e reforça apelo pela paz

Leão XIV ainda rezou por apoio aos ucranianos após ataques à rede de energia

4 fev 2026 - 08h10
(atualizado às 09h15)

O papa Leão XIV fez um forte apelo para que a comunidade internacional evite uma nova corrida armamentista, alertando para os riscos que o aumento do medo e da desconfiança representa para a paz global.

A declaração foi feita nesta quarta-feira (4) ao final da tradicional audiência geral no Vaticano.

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"A situação atual exige que façamos todo o possível para evitar uma nova corrida armamentista que ameace ainda mais a paz entre as nações", afirmou o líder da Igreja Católica.

Segundo Leão XIV, "é mais urgente do que nunca substituir a lógica do medo e da desconfiança por uma ética compartilhada, capaz de orientar as escolhas para o bem comum e fazer da paz um patrimônio salvaguardado por todos".

Na ocasião, o Papa lembrou que, na próxima quinta-feira (5), expira o Tratado New START, assinado em 2010 pelos presidentes dos Estados Unidos e da Federação Russa, considerado um marco no controle da proliferação de armas nucleares.

Para ele, o acordo representou "um passo significativo" para conter o armamento nuclear em escala global.

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Ao comentar o vencimento do tratado, Robert Prevost fez um apelo direto às lideranças internacionais: "Ao renovar meu incentivo a todo esforço construtivo em favor do desarmamento e da confiança mútua, faço um apelo urgente para que não se abandone este instrumento sem buscar assegurar seu acompanhamento concreto e eficaz".

Durante a audiência, o pontífice também manifestou solidariedade ao povo ucraniano, duramente atingido pela retomada dos bombardeios russos que "afetaram mais uma vez a infraestrutura energética".

"Apoiemos todos com nossas orações nossos irmãos e irmãs na Ucrânia, gravemente afetados pelas consequências dos bombardeios que impactaram mais uma vez a infraestrutura energética", apelou.

Por fim, agradeceu às iniciativas de ajuda humanitária promovidas por dioceses católicas da Polônia e de outros países, que vêm prestando assistência à população ucraniana diante do inverno rigoroso.

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"Expresso minha gratidão pelas iniciativas de solidariedade que estão ajudando a população a resistir a este frio intenso", concluiu.   

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