Em sua primeira aparição após operar um câncer no pulmão, o papa Leão pediu o fim das hostilidades e da crise humanitária no Iêmen, destacando a situação em Taiz. Em franca recuperação e livre de tratamentos adicionais, o pontífice de 71 anos também lamentou o recente ataque terrorista a fiéis ortodoxos na Jordânia e solicitou orações por um encontro de paz em Assis, evento do qual não participará presencialmente por recomendação médica.
O papa Leão pediu neste domingo o fim da violência no Iêmen ao se dirigir aos fiéis da janela com vista para a Praça São Pedro, menos de duas semanas após passar por uma cirurgia para tratar um câncer no pulmão.
O pontífice, de 71 anos, afirmou estar particularmente preocupado com a situação humanitária na cidade iemenita de Taiz, no sudoeste do país, "onde a população sofre com a falta de alimentos, água e assistência médica".
Ele acenou e sorriu para a multidão após chegar sozinho à janela, o mesmo local de onde anunciou, em 11 de outubro, que passaria por uma operação para remover um pequeno tumor no pulmão, no primeiro susto de saúde de seu pontificado.
"Faço um apelo sincero para que as hostilidades cessem, para que o povo do Iêmen e de toda a região possa viver em paz", afirmou, com voz firme e clara.
O papa também disse estar rezando pelas pessoas mortas e feridas no "ataque terrorista contra fiéis ortodoxos" na igreja de Hamoud, na Jordânia, ocorrido na sexta-feira.
"Estou próximo dessa comunidade e de todo o país, conhecido pela convivência pacífica e respeitosa entre diferentes religiões", disse o pontífice.
O papa Leão pediu ainda que os fiéis acompanhem com orações um encontro de líderes religiosos para promover a paz, que será realizado na cidade italiana de Assis na terça-feira.
Ele deveria participar do evento, mas cancelou a visita por recomendação dos médicos para favorecer sua recuperação, informou o Vaticano na sexta-feira.
O papa foi submetido a uma cirurgia em 13 de outubro para a remoção do lobo inferior do pulmão direito, após ser diagnosticado com adenocarcinoma, a forma mais comum de câncer de pulmão.
Na semana passada, os médicos informaram que ele não precisará de tratamento adicional, indicando que o tumor não se espalhou.