Uganda reforça medidas contra Ebola e impõe quarentena de 21 dias a cidadãos que retornam do Congo

25 out 2026 - 14h19
Resumo
Para conter o avanço do Ebola, Uganda determinou quarentena de 21 dias para cidadãos vindos da República Democrática do Congo e intensificou a triagem em suas fronteiras. O reforço nas medidas preventivas ocorre após dois viajantes que transitaram pelo país testarem positivo no Quênia e na Nigéria. Apesar de suspeitas externas de contágio local, o governo ugandense contesta a hipótese, aponta vínculos dos infectados com o Congo e segue monitorando contatos para garantir que o país permaneça seguro.

Cidadãos ugandenses que retornarem ao país ‌após viajar para a República Democrática do Congo terão de cumprir quarentena de 21 dias, informou neste domingo o ministro da Saúde de Uganda, Chris Baryomunsi, enquanto o país reforça as medidas de prevenção contra o Ebola.

Uganda afirma estar livre do Ebola após declarar o fim de seu surto mais recente em julho, mas autoridades ⁠de saúde têm demonstrado preocupação depois que duas pessoas que passaram recentemente pelo país ‌testaram positivo posteriormente no Quênia e na Nigéria.

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Uganda informou que está investigando o caso registrado na Nigéria, que envolve a esposa de um diplomata suíço. A ‌mulher, de 42 anos, retornou de Uganda para Abuja, ‌via Adis Abeba, em 3 de outubro, segundo o Centro de Controle ⁠de Doenças da Nigéria. O órgão informou que ela permanece isolada e apresentou melhora significativa. As autoridades nigerianas rastrearam 53 contatos da paciente.

Autoridades ugandenses disseram estar analisando o sequenciamento genômico, informações de viagem, interações e deslocamentos da paciente em coordenação com as autoridades da Nigéria e parceiros internacionais.

Autoridades suíças haviam afirmado que se acreditava que ‌a mulher tivesse contraído o vírus em Uganda. Baryomunsi contestou essa avaliação, dizendo que a ‌Suíça estava "tirando conclusões prematuramente".

Segundo ⁠ele, parentes da mulher ⁠oriundos da região de West Nile a visitaram em Kansanga, um subúrbio de Kampala, e esses ⁠familiares haviam viajado ao Congo.

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"Que evidência eles ‌têm de que ela nunca ‌esteve lá?", questionou. "Devemos falar de ciência, não de política."

O primeiro paciente diagnosticado com Ebola no Quênia havia viajado do Congo para Uganda e embarcado em um voo do aeroporto de Entebbe para Nairóbi em 3 de outubro. O ⁠paciente morreu dois dias depois.

Tanto o caso do Quênia quanto o da Nigéria passaram pelo mesmo aeroporto ugandense no mesmo dia, mas não houve qualquer interação física entre os dois pacientes, afirmou à imprensa Diana Atwine, secretária permanente do Ministério da Saúde, citando uma revisão das imagens do ‌circuito interno de câmeras do aeroporto.

Baryomunsi informou que todos os 60 contatos ligados ao caso de Ebola no Quênia concluíram o período de monitoramento de 21 dias ⁠e receberam alta do acompanhamento.

"O ministério intensificou a triagem de viajantes no Aeroporto Internacional de Entebbe e em todas as passagens terrestres de fronteira. Todos os viajantes que pretendem entrar em Uganda por via aérea, terrestre ou aquática devem preencher o formulário de localização de passageiros", afirmou.

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Uma análise genômica do único caso confirmado de Ebola na Nigéria mostrou que o vírus é estreitamente relacionado à cepa detectada no caso índice do Quênia. Ainda assim, as autoridades nigerianas disseram não haver evidências de que o paciente do Quênia tenha viajado para a Nigéria ou mantido conexão direta com o caso registrado no país.

Uganda faz fronteira com a República Democrática do Congo, onde teve início o atual surto, e já enfrentou surtos de Ebola em ocasiões anteriores.

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