Papa Leão critica exploração por "autoritários" do mundo durante viagem a Angola

20 abr 2026 - 09h56

O papa Leão lamentou durante um evento em Angola, nesta segunda-feira, que muitas pessoas no mundo estão sendo "exploradas por autoritários e enganadas pelos ricos", o mais recente exemplo de um novo estilo ⁠de discurso vigoroso que ele adotou em sua turnê ‌de quatro nações na África.

O primeiro papa dos EUA, que tem atraído a ira do presidente ‌Donald Trump, disse aos fiéis em ‌uma missa em Saurimo, perto da fronteira ⁠com a República Democrática do Congo, que a violência e a opressão vão contra a mensagem cristã.

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"Toda forma de opressão, violência, exploração e desonestidade nega a ressurreição de Cristo", disse o pontífice, referindo-se à crença ‌central do cristianismo de que Jesus ressuscitou dos mortos ‌após ser crucificado.

Sua ⁠visita a ⁠Angola marca a terceira etapa de uma ambiciosa viagem de ⁠10 dias pela África, ‌uma das mais ‌complicadas já realizadas por um papa, com paradas em 11 cidades e vilas em quatro países, percorrendo quase 18.000 km em 18 voos.

Leão, que se ⁠tornou o líder da Igreja Católica de 1,4 bilhão de seguidores em maio passado, manteve um perfil relativamente discreto nos primeiros 10 meses de seu papado, mas fez ‌denúncias contundentes sobre guerra e desigualdade durante sua turnê pela África.

Ele também criticou repetidamente os líderes mundiais, sem ⁠citar nomes.

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No sábado, o pontífice de 70 anos condenou a exploração de recursos naturais na África por "déspotas e tiranos". Na quinta-feira passada, ele disse que o mundo estava "sendo devastado por um punhado de tiranos".

O papa afirmou aos jornalistas no domingo que seus discursos durante a turnê foram escritos há semanas e não foram dirigidos diretamente a Trump. Ele criticou fortemente os ataques dos EUA e de Israel ao Irã, que começaram em 28 de fevereiro.

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