Israel condena profanação de crucifixo por soldado no sul do Líbano

20 abr 2026 - 09h17

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, o ministro das Relações Exteriores e os militares condenaram, na segunda-feira, a profanação de um crucifixo esmagado por um soldado israelense em um vilarejo do sul do Líbano, onde ⁠vivem cristãos.

Uma foto que surgiu na internet durante o ‌fim de semana mostra um soldado usando o lado cego de um machado em uma escultura ‌caída de Jesus na cruz. A ‌foto foi postada por Younis Tirawi, que se ⁠descreve como repórter palestino e também postou imagens da aparente má conduta de soldados israelenses em Gaza.

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A Reuters verificou que o local da imagem é Debel, uma das poucas vilas no sul do Líbano onde ‌os moradores permaneceram durante a campanha militar israelense contra ‌a milícia Hezbollah, apoiada ⁠pelo Irã, ⁠que começou em 2 de março, depois que o grupo ⁠disparou foguetes contra Israel ‌em apoio ao Irã.

A ‌cruz fazia parte de um pequeno santuário no jardim de uma família que vivia na periferia do vilarejo, disse Fadi Falfel, um padre em Debel.

"Um ⁠dos soldados israelenses quebrou a cruz e fez essa coisa horrível, essa profanação de nossos símbolos sagrados", afirmou ele.

Netanyahu disse que as ações do soldado foram contra os valores ‌judaicos de tolerância e que ele será punido.

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"Fiquei atônito e triste ao saber que um soldado da IDF (forças ⁠de Israel) danificou um ícone religioso católico no sul do Líbano. Condeno o ato nos termos mais fortes", escreveu ele no X.

O embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, disse no X que "são necessárias consequências rápidas, severas e públicas".

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, declarou que as ações do soldado foram vergonhosas e desonrosas. "Pedimos desculpas por esse incidente e a todos os cristãos cujos sentimentos foram feridos", disse Saar no X.

As Forças Armadas israelenses disseram que o incidente está sendo investigado.

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