Na Praça São Pedro, o papa Leão XIV apelou pela proteção de crianças e adolescentes migrantes, alertando para a vulnerabilidade desses jovens a violências, exploração e mortes nas rotas migratórias. O pronunciamento ocorre às vésperas do Dia Mundial do Migrante e coincide com o polêmico plano do governo de Giorgia Meloni para limitar alunos estrangeiros nas salas de aula da Itália, medida criticada pela oposição que visa estudantes que não possuem fluência na língua italiana.
O papa Leão XIV fez nesta quarta-feira (23) um apelo pela proteção de crianças e adolescentes migrantes, descrevendo as condições que enfrentam como "sofrimentos indizíveis".
A declaração foi dada ao final da audiência geral no Vaticano, às vésperas do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, celebrado pela Igreja Católica em 27 de setembro.
"Dirijo o meu pensamento aos migrantes e refugiados, especialmente aos menores obrigados a abandonar a própria terra", afirmou o pontífice para a multidão reunida na Praça São Pedro.
"As crianças e os adolescentes são os mais vulneráveis; muitas vezes vivem sofrimentos indizíveis: violências, torturas, exploração, condições traumáticas e, não raras vezes, perdem a vida ao longo das rotas migratórias", acrescentou Leão XIV, que ainda fez um chamado à responsabilidade coletiva.
"Que cada um se sinta envolvido na vida destes jovens, que devem ser sempre tutelados e assistidos", disse.
As declarações chegam enquanto a Itália discute um plano da premiê de direita Giorgia Meloni para limitar o número de alunos estrangeiros nas salas de aula.
A medida provocou controvérsia no país e críticas da oposição, que acusa o governo de usar menores de origem estrangeira como bodes expiatórios para os problemas no sistema de ensino nacional.
Em meio à polêmica, o ministro da Educação, Giuseppe Valditara, especificou que a norma deve atingir apenas estudantes que não sejam fluentes em italiano. .