Países europeus se dizem prontos a retirar sanções contra Irã

Itália, Alemanha, França e Reino Unido cobraram 'sinais claros' de Teerã

15 jun 2026 - 08h04
(atualizado às 08h57)

Os governos de Itália, Alemanha, França e Reino Unido, integrantes do chamado grupo E4, anunciaram que estão prontos a revogar algumas sanções impostas ao Irã, após o acordo alcançado com os Estados Unidos para pôr fim ao conflito no Oriente Médio.

Homem segura bandeira iraniana em Teerã, capital do país
Homem segura bandeira iraniana em Teerã, capital do país
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Em uma declaração conjunta, os líderes dos quatro países ? Giorgia Meloni, Friedrich Merz, Emmanuel Macron e Keir Starmer ? afirmaram que Teerã "nunca deve adquirir armas nucleares" e que estão "prontos para colaborar com os EUA, o Irã e a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) para esse fim".

Publicidade

As quatro potências europeias condicionaram a revogação das sanções a sinais "claros" da República Islâmica de que não buscará o desenvolvimento de armas atômicas. Ao mesmo tempo, cobraram a reabertura urgente do Estreito de Ormuz, enfatizando a importância da "liberdade de navegação incondicional e sem restrições".

"Estamos prontos para revogar as sanções relevantes em resposta a passos claros e verificáveis do Irã sobre seu programa nuclear", diz o texto assinado por Itália, Alemanha, França e Reino Unido.

"Trabalharemos intensamente com os EUA, o Irã e parceiros regionais para aproveitar este momento, manter o impulso e alcançar um acordo diplomático de longo prazo", acrescenta.

O comunicado chega após o Paquistão ter confirmado, no último domingo (14), que Estados Unidos e Irã alcançaram um acordo de paz, com cessação imediata das operações militares. A assinatura oficial está marcada para sexta-feira (19), na Suíça, e o Estreito de Ormuz será totalmente reaberto apenas depois dessa data.

Publicidade

As lideranças da União Europeia também elogiaram o acordo e pediram que ele seja "plenamente implementado o quanto antes".

"Agora as armas devem ser silenciadas, e as divergências precisam ser solucionadas com meios pacíficos, em conformidade com o direito internacional", diz uma nota assinada pelos presidentes da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do Conselho Europeu, António Costa, e pela alta representante da UE para Política Externa, Kaja Kallas.

"Estamos diante de uma potencial reviravolta", acrescenta o texto.   

Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações