Padre brasileiro é excomungado após se unir a grupo conservador que desafia Papa

Rodrigo de Oliveira da Silva é o 2º sacerdote do país a sofrer sanção da Igreja Católica

11 ago 2026 - 14h27
(atualizado às 14h38)

Um padre brasileiro foi excomungado da Igreja Católica após aderir formalmente ao movimento tradicionalista ligado ao arcebispo francês Marcel Lefebvre, que rejeita parte das reformas promovidas pelo Concílio Vaticano II e mantém uma relação de conflito com a Santa Sé há décadas.

Rodrigo de Oliveira da Silva aderiu à Fraternidade Sacerdotal São Pio X
Rodrigo de Oliveira da Silva aderiu à Fraternidade Sacerdotal São Pio X
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A Diocese de Jundiaí, no estado de São Paulo, anunciou a sanção contra o sacerdote Rodrigo de Oliveira da Silva, depois que ele ingressou na Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), grupo ultraconservador que desafiou o papa Leão XIV e rompeu com a Igreja Católica.

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A decisão do bispo Arnaldo Carvalheiro Neto, divulgada em comunicado oficial, determina que Oliveira da Silva não está autorizado a exercer o ministério sacerdotal.

"No que tange aos Sacramentos da Penitência e do Matrimônio, tanto a absolvição sacramental por ele concedida quanto os casamentos por ele assistidos carecem de validade e são nulos", declarou.

O bispo brasileiro também advertiu que a medida pode atingir fiéis que formalmente rompam com a comunhão com Roma para aderir à FSSPX e recomendou aos católicos da diocese que evitem atividades promovidas pela organização.

O caso ocorre pouco depois de uma sanção semelhante na Arquidiocese de Brasília, onde o padre François Rodrigues Figueiredo Costa, ligado ao movimento conservador e responsável por uma capela nos arredores da capital federal, também foi excomungado.

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Na ocasião, a Arquidiocese de Brasília declarou inválidos os casamentos e as confissões realizados pelo sacerdote.

Fundada em 1970 por Lefebvre, a fraternidade reúne cerca de 600 mil fiéis em diversos países e mantém uma longa disputa com a Santa Sé em torno da autoridade do papa e de mudanças promovidas pela Igreja Católica nas últimas décadas.

Os membros da fraternidade defendem a missa tridentina ? celebrada em latim e com o sacerdote de costas para os fiéis ? e criticam os ideais de liberdade religiosa e ecumenismo implementados na doutrina católica pelo Concílio Vaticano II, na década de 1960.  

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