O partido de oposição de centro-direita Tisza, da Hungria, manteve sua vantagem de 10 pontos percentuais nas pesquisas de opinião sobre o Fidesz, do primeiro-ministro Viktor Orbán, em janeiro, mostrou uma nova pesquisa no final da segunda-feira.
O Fidesz teve maior apoio apenas entre os eleitores com mais de 59 anos e que vivem em vilarejos e cidades pequenas, segundo a pesquisa.
O nacionalista Orbán, no poder desde 2010, enfrenta um forte desafio pela primeira vez em 16 anos em uma eleição parlamentar prevista para 12 de abril. O Tisza é liderado pelo ex-integrante do governo Peter Magyar.
A votação deverá ter implicações importantes para a Europa e suas forças políticas de extrema-direita. Orbán, um aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem entrado em conflito frequente com a União Europeia sobre a constante erosão dos valores democráticos na Hungria, o que ele nega.
A nova pesquisa, conduzida entre 19 e 24 de janeiro pela Zavecz Research e publicada no site de notícias Telex, mostrou que, entre os eleitores decididos, o Tisza tinha 49% de apoio, contra 47% em novembro, enquanto o Fidesz tinha 39%, contra 38% em novembro. O partido de extrema-direita Mi Hazank (Nossa Pátria) foi apoiado por 5% dos eleitores decididos.
De acordo com a pesquisa, o Tisza teve um apoio esmagador, com 41% contra 22% do Fidesz entre os eleitores com menos de 39 anos, mas o Fidesz liderou por 38% a 35% no grupo de eleitores com mais de 59 anos. Entre os eleitores que têm apenas o ensino fundamental, o Fidesz liderou com 38% a 27% sobre o Tisza.
A maioria das pesquisas mostra o Fidesz atrás do Tisza, apesar das medidas que agradam aos eleitores após três anos de estagnação econômica na Hungria. As pesquisas pró-governo mostram uma liderança do Fidesz.
Orbán tem apresentado a eleição de 2026 como uma escolha entre guerra e paz, retratando a Ucrânia como indigna de apoio e seu governo como a única opção segura.
O Tisza, que entrou para a política em 2024, disse que irá coibir a corrupção, liberar bilhões de euros de fundos congelados da União Europeia para impulsionar a economia e ancorar firmemente a Hungria na UE.