Líderes da Dinamarca e da Groenlândia vão a Berlim e Paris para reforçar o apoio em meio a crise com Trump

27 jan 2026 - 11h01

Os primeiros-ministros da Dinamarca e da Groenlândia disseram nesta terça-feira que visitariam Berlim e Paris para buscar apoio diante do recente impulso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ‌de assumir o controle da ilha ártica que tem sido território dinamarquês há séculos.

A demanda dos ‌EUA pelo controle da Groenlândia abalou as relações transatlânticas e acelerou os esforços europeus para reduzir a dependência dos Estados Unidos, mesmo quando Trump, na semana passada, retirou as ameaças tarifárias e descartou a possibilidade de tomar a Groenlândia à força.

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A premiê da Dinamarca, Mette ‍Frederiksen, e o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, se encontrarão com o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, nesta terça-feira e com o presidente da França, Emmanuel Macron, na quarta-feira, de acordo com a agenda oficial.

Frederiksen e Nielsen discutirão "a atual situação da ‌política externa e a necessidade de uma Europa fortalecida" em suas ‌reuniões, informou o gabinete da primeira-ministra dinamarquesa.

As tensões diplomáticas entre a Dinamarca e os Estados Unidos, ambos membros fundadores da aliança militar ocidental Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), pareciam, nas últimas semanas, ameaçar o futuro da aliança, embora o conflito tenha sido transferido para uma via diplomática.

Macron planeja reafirmar a solidariedade europeia e o apoio da França à soberania e à integridade territorial da Dinamarca e da Groenlândia, disse o gabinete do presidente francês em um comunicado.

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"Os três líderes discutirão os desafios de segurança no Ártico e o desenvolvimento econômico e social da Groenlândia, que a França e a União Europeia estão prontas para apoiar", disse o comunicado do Palácio do Eliseu.

Frederiksen e Nielsen também participarão da Welt Economic Summit, na Alemanha, na terça-feira.

Trump disse na semana passada que havia garantido o acesso total e permanente dos EUA à Groenlândia em um acordo com a Otan, e o secretário-geral da aliança disse que os aliados teriam que aumentar seu ‌compromisso com a segurança do Ártico para afastar as ameaças da Rússia e da China.

A Dinamarca e a Groenlândia disseram que podem discutir uma ampla gama de tópicos com os Estados Unidos, mas estão exigindo respeito às suas "linhas vermelhas" sobre soberania e integridade territorial.

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