A OMS alertou para uma escassez global de 11,1 milhões de profissionais de saúde até 2030, impulsionada pelo envelhecimento simultâneo da população e da própria categoria médica, na qual um quarto deve se aposentar na próxima década. O déficit afetará a qualidade do atendimento em 67 países, atingindo com mais força nações de alta renda, como na Europa, e aumentando a dependência de profissionais estrangeiros, o que ameaça a assistência médica nas regiões mais pobres.
A Organização Mundial da Saúde alertou nesta sexta-feira para uma escassez de profissionais da área médica em todo o mundo na década de 2030, já que um quarto dos médicos deve se aposentar na próxima década.
"Em muitos países, tanto a população quanto os profissionais de saúde estão envelhecendo ao mesmo tempo. Isso pode agravar a escassez global prevista de 11,1 milhões de profissionais de saúde até 2030", afirmou a OMS em comunicado que acompanha um importante relatório sobre tendências da força de trabalho, baseado em dados de mais de 100 países.
Até 2030, estima-se que 67 países não terão pessoal suficiente para manter os padrões de tratamento médico de que desfrutam atualmente, afirmou o relatório.
Para manter a atual proporção de profissionais de saúde em relação à população, são necessários mais 832 mil profissionais de saúde, o que poderia aumentar a dependência de profissionais de saúde estrangeiros nos países mais pobres, segundo o relatório, com potencial impacto nos padrões de atendimento médico nessas regiões.
Os países de renda mais alta, incluindo muitos na Europa, devem ser os mais afetados, uma vez que possuem uma proporção maior de profissionais de saúde mais idosos, de acordo com o relatório. Nesses países, um em cada três médicos se aposentará nos próximos dez anos, afirma o relatório.