Número de mortos em desastre ferroviário na Espanha sobe para 41

Segundo autoridades, 43 passageiros ainda permanecem desaparecidos

20 jan 2026 - 08h14
(atualizado às 08h47)

O número de mortos no grave acidente ferroviário ocorrido na noite de domingo (18) na linha de alta velocidade entre Madri e Córdoba, na Espanha, subiu para 41, após a recuperação de mais um corpo.

A informação foi confirmada pelo ministro dos Transportes da Espanha, Óscar Puente, na manhã desta terça-feira (20), dois dias após a tragédia ocorrida na região de Adamuz.

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Um trem da empresa Alvia caiu em um barranco após colidir com vagões descarrilados de outro comboio, da operadora Iryo. Desde então, equipes de resgate seguem atuando no local para localizar possíveis vítimas e remover os destroços.

De acordo com dados atualizados da polícia, 41 pessoas permanecem hospitalizadas, entre elas quatro crianças. Dos mais de 100 feridos, 12 estão internados em unidades de terapia intensiva.

As autoridades também informaram que foram registrados 43 boletins de ocorrência por familiares de passageiros que estavam nos trens envolvidos na tragédia e permanecem desaparecidos.

Em entrevista à emissora pública TVE, o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, afirmou que os trabalhos de busca, identificação das vítimas e realização de autópsias seguem em andamento por meio de um centro integrado que reúne médicos legistas e forças de segurança.

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As operações de emergência também devem permanecer ativas "até que a normalidade seja restabelecida" na área, e as autoridades não descartam a possibilidade de novas vítimas serem encontradas.

Ainda hoje, o rei Felipe VI e a rainha Letizia visitarão o local do acidente em Adamuz. Eles serão acompanhados pela vice-primeira-ministra e ministra das Finanças, María Jesús Montero.

O casal real cancelou um compromisso oficial previsto em Toledo para prestar solidariedade às vítimas e acompanhar de perto a situação. 

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