O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, declarou que não há ameaça russa iminente ao território da aliança, mesmo após Moscou alertar sobre o uso de armas nucleares caso o exclave de Kaliningrado seja isolado. Rutte pediu calma, reforçou o caráter defensivo do bloco e garantiu o apoio contínuo dos EUA e a ajuda à Ucrânia. Por fim, ele pontuou que qualquer ofensiva russa exigiria reforço militar prévio e afirmou que Vladimir Putin segue sem interesse em negociar a paz.
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou nesta quarta-feira que não havia ameaça iminente ao território da Otan por parte da Rússia, em resposta a um alerta emitido por Moscou sobre o exclave russo de Kaliningrado.
A avaliação da ameaça sobre a Rússia permanecia inalterada em relação a três semanas, três meses e um ano atrás, disse Rutte, apesar do alerta enviado à Otan por Moscou em um documento ao qual a Reuters teve acesso.
No documento, a Rússia afirmou que estaria pronta para recorrer a armas nucleares caso a aliança ocidental tentasse isolar o território, que fica no Mar Báltico, entre a Polônia e a Lituânia.
A Otan reagiu com "um pouco de calma", disse Rutte. "Basicamente, o que dissemos foi: 'Ei, escutem, somos uma aliança defensiva e parem com a ameaça nuclear'", afirmou ele em um evento organizado pela Euronews em Bruxelas.
Se a Rússia quisesse agir contra a Finlândia, um dos países bálticos, a Polônia ou qualquer outro país da Otan, isso seria precedido por um reforço militar, acrescentou Rutte. Ele ressaltou que os Estados Unidos continuarão envolvidos na defesa da Europa por meios convencionais e nucleares.
Enquanto isso, a Otan continuará com o que vem fazendo, ou seja, apoiando a Ucrânia e investindo em sua defesa, disse.
Ele acrescentou que o presidente russo, Vladimir Putin, não tem interesse em negociar o fim da guerra na Ucrânia.
"São necessários dois para dançar o tango", declarou. "Até agora, não parece que Vladimir Putin esteja disposto a dançar o tango quando se trata de um acordo de paz."