O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, voltou a reforçar um posicionamento reservado em relação à guerra no Oriente Médio, declarando ainda não acreditar em uma transição radical de governo no Irã.
"Não acreditamos em mudanças de regime que caiam do céu", declarou o premiê do partido Trabalhista durante um debate com a oposição na Câmara dos Comuns, nesta segunda-feira (2), sobre os ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel em território iraniano, que culminaram na morte do líder supremo do país persa, aiatolá Ali Khamenei, no sábado (28).
Em retaliação, Teerã voltou seus ataques a países árabes que abrigam bases militares americanas, como também enviou drones ao Chipre, destruindo parcialmente as instalações britânicas da Força Aérea Real (RAF) em Akrotiri, sem deixar vítimas.
Após o episódio, Starmer, que ontem declarou que "o Reino Unido não está em guerra", no debate de hoje, justificou sua decisão.
"Não vou forçar nossos militares a tomarem medidas sem fundamento legal", reforçou o primeiro-ministro.
Já a líder da oposição, Kemi Badenoch, frisou seu apoio total à ação militar unilateral lançada pelos EUA e Israel, classificando-a como "necessária contra o terrorismo do Estado iraniano".
Em resposta, Starmer enfatizou "a importância do direito internacional", sem mencionar, no entanto, as supostas violações infringidas pelos EUA nos bombardeios ao Irã.