Na Assembleia Geral da ONU, o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, defendeu a solução de dois Estados para alcançar a paz duradoura no conflito palestino e manifestou profunda preocupação com a crise humanitária e a violência em Gaza e na Cisjordânia. Além disso, o líder denunciou a crescente perseguição, violência e discriminação contra cristãos no mundo, reafirmando o compromisso da Santa Sé com a defesa da liberdade religiosa e dos direitos humanos para todas as comunidades.
O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, reforçou a necessidade de dois Estados como solução para o conflito palestino e denunciou a perseguição aos cristãos no mundo durante discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, neste sábado (26).
"A Santa Sé reitera seu apelo pelo fim da violência em curso contra a população civil palestina na Cisjordânia", declarou Parolin.
"Quanto à situação em Gaza, a Santa Sé permanece preocupada com a grave crise humanitária, a destruição generalizada, o deslocamento em massa e a escassez aguda e persistente" na região, acrescentou o cardeal, instando a comunidade internacional a "empenhar-se na promoção da solução de dois Estados, com vistas a alcançar uma paz justa e duradoura".
Ao mesmo tempo, Parolin destacou a perseguição religiosa contra cristãos em diversos países, segundo o qual, muitos "continuam a enfrentar discriminação, violência e perseguição aberta simplesmente por causa de sua fé".
"Igrejas são atacadas, comunidades são forçadas a deixar suas terras e indivíduos são mortos ou aprisionados", exemplificou o representante do Vaticano.
"Ao condenar toda forma de discriminação religiosa, a Santa Sé levanta a sua voz em defesa destes irmãos e irmãs: não por partidarismo, mas porque defender a liberdade de qualquer comunidade fortalece a liberdade de todas", pontuou Parolin na ONU. .