A mulher de 32 anos que se tornou símbolo de esperança após ter sido resgatada dos escombros depois de 36 horas do terremoto que atingiu a Colômbia agora luta pela vida em um hospital do país.
Daniela Andrea Largo Sánchez está em estado crítico e precisou ser internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Segundo relatos do pai, divulgados pela imprensa colombiana, os médicos afirmaram que o quadro é extremamente grave. O coração de Daniela estaria funcionando com apenas 20% da capacidade.
Ela também apresenta hipertensão, comprometimento pulmonar e gangrena em um dos braços.
"O médico não me deu esperanças; ele me disse que seria necessário um milagre", afirmou o pai, angustiado.
De acordo com os médicos, a interrupção da circulação sanguínea em um dos braços provocou uma série de complicações. Uma porta teria prendido o membro durante o desabamento, fazendo com que o sangue permanecesse represado por um longo período.
Quando foi retirada dos escombros, Daniela sofreu uma parada cardiorrespiratória e precisou ser submetida a 17 minutos de manobras de reanimação. O pai contou que ela estava em condições extremamente delicadas, após horas sem água e submetida à pressão dos destroços.
Os danos provocados pelo período em que permaneceu soterrada atingiram diferentes órgãos. Segundo as informações divulgadas pela família, houve comprometimento do cérebro, coração, rins, fígado e pulmões. Daniela permanece inconsciente e sedada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com falência de órgãos vitais, além de danos em cerca de 20% de sua função cerebral.
Antes da tragédia, Daniela estava hospedada em um hotel em Pereira. Ela planejava encontrar a família para comemorar o aniversário de 12 anos do filho. O encontro, porém, não aconteceu por causa do terremoto.
Imagens do resgate, que mostraram o momento em que Daniela foi retirada dos escombros com vida após mais de um dia soterrada, rapidamente se espalharam pelas redes sociais. A sobrevivência após tantas horas sob os destroços fez com que ela passasse a ser vista por muitas pessoas como um símbolo de esperança em meio à tragédia.