Pelo menos nove pessoas morreram após um míssil iraniano atingir uma área residencial, um abrigo público e uma sinagoga em Beit Shemesh, no centro de Israel, que já contabiliza 12 vítimas desde a deflagração da guerra, no último sábado (28).
Segundo socorristas, o ataque também deixou 28 feridos, incluindo uma menina de 10 anos que está em estado grave, e 11 desaparecidos. Entre os mortos, pelo menos quatro estavam em um refúgio para se proteger dos mísseis e drones do Irã.
"Desde o início da operação 'Rugido do Leão', o regime iraniano mirou civis, sabemos que essa é a estratégia deles. É um regime de terror", disse o porta-voz das Forças de Defesa Israelenses (IDF), Nadav Shoshani.
Além de Israel, os Emirados Árabes Unidos, que abrigam bases e tropas dos Estados Unidos, também contabilizam baixas. De acordo com com o Ministério da Defesa emiradense, três pessoas morreram e 58 ficaram feridas nos ataques lançados pelo Irã no sábado. Os mortos eram um paquistanês, um nepalês e um bengalês.
Teerã disparou pelo menos 165 mísseis balísticos contra os Emirados, dos quais 152 foram abatidos, e dois de cruzeiro, além de 541 drones, sendo que 506 foram interceptados.
Diante dos óbitos, o conselheiro presidencial emiradense, Anwar Gargash, alertou que "a agressão iraniana contra os países do golfo é um erro de cálculo" e deixou o país persa "isolado durante um momento crítico". "Tratem seus vizinhos de modo racional e responsável", acrescentou.
Apesar do aviso, novas explosões foram registradas neste domingo (1º) em Abu Dhabi e Dubai, nos Emirados Árabes, além de Doha, no Catar, e Manama, no Bahrein, que também abrigam bases americanas.