Missão de resgate do antigo telescópio espacial da Nasa fracassa

19 ago 2026 - 16h29
(atualizado às 19h06)

Uma missão para ‌resgatar o envelhecido observatório espacial Swift, da Nasa, foi cancelada nesta quarta-feira, após a espaçonave que havia sido lançada para elevar a órbita do telescópio sofrer problemas técnicos irremediáveis em órbita, informou a Katalyst Space, proprietária do veículo de resgate.

A ⁠nave LINK, da Katalyst, foi lançada no início de julho ‌para se aproximar do observatório, também conhecido como Swift, a cerca de 347 km no espaço, agarrá-lo e, em ‌seguida, rebocá-lo para uma órbita mais ‌alta, de aproximadamente 600 km, prolongando sua vida útil ⁠por anos.

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No entanto, a nave LINK começou a girar descontroladamente logo após atingir o espaço. Os engenheiros da Katalyst passaram semanas tentando recuperar o controle da nave, instalando na semana passada um novo software de controle de posicionamento que diminuiu, ‌mas não interrompeu, sua rotação descontrolada.

"Após monitoramento e avaliação contínuos ‌da espaçonave Link, a ⁠Katalyst Space ⁠e a Nasa concluíram em conjunto que, devido a problemas persistentes de ⁠controle de atitude, a missão ‌não incluirá a captura ‌e nem a elevação da órbita do Observatório Neil Gehrels Swift da Nasa", afirmou a Katalyst em comunicado.

O fracasso da missão significa que o valioso Observatório Neil Gehrels ⁠Swift da Nasa, avaliado em US$500 milhões, que vem estudando explosões de raios gama e outros fenômenos cósmicos desde 2004, provavelmente entrará na atmosfera terrestre naturalmente e se consumirá ainda este ano.

O objetivo ‌de elevar a órbita do observatório e prolongar sua vida útil por anos — a primeira missão dos EUA desse tipo — ⁠foi um empreendimento ambicioso para a startup Katalyst, sediada no Arizona, que afirmou ter construído e testado o veículo de resgate LINK em um cronograma de produção sem precedentes de nove meses, sob um contrato de US$30 milhões com a Nasa.

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"Assumimos esse desafio de alto risco e alta recompensa e estamos orgulhosos dos marcos que alcançamos ao longo do caminho", disse o presidente-executivo da Katalyst, Ghonhee Lee, em comunicado.

Ele acrescentou que a empresa, fundada em 2019 para construir frotas de espaçonaves robóticas autônomas, aprendeu "muito" durante a missão e planeja aplicar essas lições em voos futuros.

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