Ministros de energia da UE tentam coordenar resposta à guerra do Irã

30 mar 2026 - 07h09

Os ministros de energia da ‌União Europeia se reunirão na terça-feira para coordenar sua resposta à interrupção dos mercados de petróleo e gás desencadeada pela guerra do Irã, segundo um documento interno da UE.

A forte dependência da Europa em relação às importações de ⁠energia a deixou exposta a uma espiral de preços desde ‌que a principal rota de navegação, o Estreito de Ormuz, foi efetivamente fechada e Teerã começou a atacar a ‌infraestrutura de energia no Oriente Médio.

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Os ‌preços do gás na Europa subiram mais de ⁠70% desde o início da guerra EUA-Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro.

Os ministros foram convidados a "indicar quais medidas concretas poderiam ser adotadas para lidar com o aperto dos mercados de petróleo e gás de forma coordenada", diz o ‌documento da UE.

"Continua sendo importante evitar respostas nacionais descoordenadas e ‌fragmentadas e sinais ⁠perturbadores para o ⁠mercado", acrescentou o documento.

O documento afirma que os ministros devem concentrar ⁠seus esforços no enchimento ‌do armazenamento de gás ‌para o próximo inverno e na estabilização dos mercados de produtos petrolíferos e na garantia desses suprimentos.

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A UE afirma que seus suprimentos de petróleo e gás permanecem seguros ⁠no curto prazo, uma vez que os principais fornecedores do bloco são a Noruega e os Estados Unidos, e não os produtores diretamente afetados por greves e paralisações no Oriente Médio.

No entanto, ‌a Europa está observando com preocupação a redução dos suprimentos globais de determinados produtos, principalmente diesel e combustível de ⁠aviação.

Na semana passada, o presidente-executivo da Shell, Wael Sawan, alertou que o continente poderia enfrentar escassez de energia até abril, com combustível de aviação, diesel e gasolina entre os produtos que serão atingidos mais cedo.

As autoridades da UE estão tentando incentivar os países a começarem a encher seu armazenamento de gás natural com antecedência, antes do próximo inverno, para evitar uma corrida por suprimentos no final do ano, o que poderia provocar novos picos nos preços.

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Os ministros se reunirão por videoconferência às 13h00 de terça-feira.

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