O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, negou neste domingo relato de que Israel estaria enfrentando uma escassez de interceptores de mísseis balísticos após mais de duas semanas de guerra.
No sábado, o site de notícias norte-americano Semafor citou uma autoridade norte-americana não identificada dizendo que Israel havia informado a Washington estar enfrentando uma escassez crítica de interceptores de mísseis balísticos.
Perguntado se a notícia era precisa e se informação de mídia israelense de que Israel está pronto para manter conversações diretas com o Líbano também estava correta, Saar respondeu: "Para ambas as perguntas a resposta é não."
Uma fonte militar israelense também negou qualquer falta, dizendo que as forças armadas estão preparadas para uma campanha prolongada.
O Irã disparou cerca de 300 mísseis balísticos contra Israel, de acordo com o Instituto de Estudos de Segurança Nacional (INSS) da Universidade de Tel Aviv, e centenas de drones desde os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro.
Metade dos mísseis disparados pelo Irã carregam munições de fragmentação, de acordo com o exército israelense, que também observou uma queda acentuada no número de mísseis lançados diariamente desde os primeiros dias da guerra.
O Hezbollah também lançou foguetes contra Israel a partir do Líbano desde que abriu fogo em 2 de março, o que, segundo o grupo armado libanês, foi uma retaliação pela morte do líder supremo do Irã no início da guerra entre EUA e Israel contra o Irã.
O jornal israelense Haaretz informou no sábado que Israel e o Líbano deveriam manter conversações diretas nos próximos dias, citando duas fontes com conhecimento do assunto.