A administração Trump adotou a controversa prática de expulsar migrantes que não podem ser devolvidos às suas terras natais para países terceiros, sobretudo na África. Acordos com mais de 12 nações africanas driblam proteções legais que impediam o retorno direto dos asilados ao perigo. Sem aviso prévio para contestação, esses indivíduos enfrentam prisões arbitrárias e a "devolução em cadeia", sendo transferidos de volta a seus locais de origem e violando tratados globais de direitos humanos.
Florence Morice / Forbidden Stories
Quando pisa pela primeira vez na pista do aeroporto de Bangui, na República Centro-Africana, Nika*, uma iraniana de 32 anos, está em choque.
É noite. Estamos em 12 de junho de 2026. Ela acaba de passar 12 horas em um avião especialmente fretado pelos serviços americanos de imigração (Immigration and Customs Enforcement, ICE) para sua expulsão, ao lado de cerca de dez outras pessoas: sírios, georgianos, afegãos e iraquianos.
Durante quase 20 horas de voo, suas pernas permaneceram presas e suas mãos algemadas a uma corrente fixada em torno da cintura, inclusive quando tentou comer.
No aeroporto de Bangui, os agentes que a recebem se comunicam com ela por gestos. Nenhum fala sua língua. "Eu não entendia nada do que estava acontecendo comigo. Perguntei a mim mesma se ainda seria enviada para uma prisão."
Nika só descobriu seu destino algumas horas antes, durante o voo, ao olhar para a tela de navegação: a República Centro-Africana. Um país sobre o qual ela não sabe nada e para o qual os Estados Unidos desaconselham viagens de seus cidadãos, especialmente devido ao risco de "sequestro ou terrorismo".
"Eles brincaram comigo"
A jovem conta que passou parte da juventude participando de manifestações contra o regime iraniano. Segundo ela, seu ativismo fez dela um alvo da Guarda Revolucionária. Nika fugiu do Irã em março de 2024, enquanto prosseguia a repressão ao movimento "Mulher, Vida, Liberdade" e a ONU acusava as autoridades iranianas de crimes contra a humanidade. Ela se refugiou nos Estados Unidos, mas foi presa. Em maio deste ano, depois de 14 meses de detenção, acabava de ser libertada do Richwood Correctional Center, uma das prisões transformadas pelo ICE em centros de detenção para migrantes.
Seu pedido de asilo ainda estava sendo analisado. Mas ela já contava com uma proteção que impedia os Estados Unidos de enviá-la de volta ao Irã: o withholding of removal, ou "suspensão da remoção". Um juiz americano havia reconhecido que ela correria risco de perseguição caso retornasse ao Irã. Ela acabara de se instalar na casa de seu tio, em Los Angeles. Pensava que uma nova vida iria começar.
Isso não impediu que o ICE a convocasse e a prendesse novamente apenas 12 dias depois. "Eles tiraram minhas impressões digitais, coletaram meus dados biométricos e fizeram um teste de DNA. […] Depois me disseram: 'Coloque as mãos acima da cabeça'", conta. Um agente então anunciou que ela seria expulsa.
Pouco importava que, no início do ano, Donald Trump tivesse declarado estar "disposto a ajudar" o povo iraniano em sua "aspiração à liberdade".
"Eles brincaram comigo", diz Nika.
"Quando ficamos sabendo que um cliente corre risco de ser expulso, ele já está no ar"
O que aconteceu com Nika não foi um acidente. Desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca, os Estados Unidos desenvolveram uma nova maneira de afastar pessoas que não podem ser enviadas de volta para seus países: expulsá-las para um "país terceiro".
Às vezes, porque o país de origem se recusa a recebê-las. Frequentemente, como no caso de Nika, porque elas estão protegidas contra a devolução. Historicamente, pessoas como Nika, que possuem withholding of removal, eram autorizadas a permanecer nos Estados Unidos.
A legislação americana não proíbe, por si só, a expulsão para um país terceiro. Mas essa prática sempre foi marginal. Agora, ela "se tornou o principal instrumento para contornar a proibição de devolução", lamenta Sahar Jalili Pawelski, advogada de Nika.
A administração Trump firmou dezenas de acordos com países terceiros, principalmente africanos. Segundo informações coletadas por nosso consórcio, pelo menos 12 países do continente aceitaram receber pessoas expulsas dos Estados Unidos. Entre eles estão países frequentemente criticados por seu histórico em matéria de direitos humanos, como a Guiné Equatorial.
Em teoria, a administração deve avisar as pessoas envolvidas com antecedência suficiente para que possam contestar seu destino. Mas, na prática, afirma a advogada Meredith Yoon, "quando ficamos sabendo que um cliente corre risco de ser expulso para um país terceiro, ele já está no ar. É uma corrida contra o tempo que o direito não consegue vencer."
Em 18 de setembro, um tribunal federal de apelação lembrou à administração dessa obrigação ao considerar ilegal uma expulsão realizada sem aviso prévio suficiente e sem possibilidade de contestar o destino.
O Departamento de Estado americano afirma utilizar apenas "meios legais". Já a Casa Branca afirma expulsar apenas os "piores dos piores".
No entanto, entre as pessoas presas pelo ICE em julho, apenas 4% haviam cometido um crime violento. Algumas viviam nos Estados Unidos havia décadas.
"Trabalhei nos Estados Unidos como enfermeira durante 20 anos"
Rabbiatu Kuyateh, uma serra-leonesa de 58 anos, foi expulsa para Acra, em Gana, em novembro de 2025. Ela vivia nos Estados Unidos havia quase 30 anos. Trabalhava como enfermeira, criava o filho Mohamed e cuidava dos pais quando foi presa pelo ICE durante uma fiscalização anual, uma consulta "de rotina".
Ao chegar a Gana, Rabbiatu foi levada para um hotel. Quatro dias depois, agentes de imigração foram buscá-la para levá-la a Serra Leoa, seu país de origem.
Rabbiatu se recusou. A cena foi discretamente filmada por outras pessoas expulsas. Nas imagens, agentes de imigração ganeses são vistos segurando-a pelos braços e pelas pernas, arrastando-a pelo chão do hotel e depois para fora, até um veículo. Rabbiatu se agarra a um dos advogados presentes: "Ajude-me! Eu não quero ir! Não posso ir para Serra Leoa! Estou em perigo lá!" A mãe de família acabou sendo colocada à força no veículo.
Em seu processo migratório, Rabbiatu Kuyateh relatava ter sido detida e estuprada pelas forças governamentais durante a guerra civil em Serra Leoa. Ela também afirmava que seu irmão havia sido detido e torturado em 2014 devido às atividades políticas de seu pai. Foi, entre outras razões, por isso que um juiz americano lhe concedeu proteção contra sua devolução a Serra Leoa.
Ela acabou fugindo novamente. Vive sozinha, longe da família e do filho de 34 anos, que permaneceu nos Estados Unidos, em um país cujo nome prefere manter em segredo. Quando nossos colegas do canal de televisão France 24 [que faz parte do mesmo grupo que a RFI] a entrevistaram, ela ainda estava abalada pela brutalidade do que acabara de viver.
"Trabalhei como enfermeira durante mais de 20 anos… Tornei-me enfermeira-chefe durante a Covid. Pessoas morreram em meus braços enquanto seus familiares não estavam presentes. […] Nunca fui criminosa. Paguei meus impostos. Respeitei a lei. Tudo o que eu pedia à América era poder ficar…"
O princípio do "devolução em cadeia"
Para o advogado ganês Oliver Barker-Vormawor, a sucessão dessas duas transferências - dos Estados Unidos para Gana e, depois, de Gana para Serra Leoa - tem um nome: chain refoulement, ou "devolução em cadeia".
É o mecanismo pelo qual uma pessoa é transferida para um país terceiro que, posteriormente, a envia para um território onde ela corre risco de perseguição, tortura ou outro grave perigo.
Nos dias que se seguiram à prisão de Rabbiatu, o advogado Oliver Barker-Vormawor denunciou publicamente o tratamento que ela recebeu e entrou com uma ação judicial. O processo ainda está em andamento, mas os Estados Unidos continuaram enviando pessoas expulsas para Gana. Para ele, trata-se de uma forma de "terceirização".
"Estou convencido de que os Estados Unidos usam Gana para fazer seu trabalho sujo. Eu diria até que fazem uma espécie de 'lavagem de seres humanos'", prossegue o advogado, por falta de um termo mais adequado.
Gana não respondeu aos nossos pedidos de entrevista. Mas as autoridades declararam publicamente que, em nome do pan-africanismo e da solidariedade regional, o país aceitaria apenas cidadãos de países membros da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao).
O Departamento de Estado, por sua vez, afirma que o governo americano utilizará "todos os meios legais para afastar as pessoas que não têm o direito de permanecer nos Estados Unidos". No entanto, recusa-se a comentar seus acordos e intercâmbios diplomáticos com os países terceiros e encaminha as questões relativas às operações de expulsão ao ICE.
"Uma forma indireta de retorno ao perigo"
Mike Bochenek, assessor jurídico da Human Rights Watch, vê no recurso a países terceiros uma estratégia dos americanos para tentar se eximir de responsabilidade: "O governo utiliza as expulsões para países terceiros para contornar suas obrigações internacionais, especialmente a proibição de enviar uma pessoa para um país onde ela corre risco. Uma vez que essas pessoas estão fora dos Estados Unidos, a aposta implícita parece ser que o país terceiro acabará, de qualquer maneira, por enviá-las de volta ao país de origem. É, portanto, uma maneira indireta de devolvê-las ao perigo."
Para Mohammed*, um guineense de 23 anos, o perigo era ser preso novamente. E foi o que aconteceu.
Estudante de direito, ele vivia em Conacri quando foi detido, em setembro de 2023. Militante do RPG, partido do ex-presidente Alpha Condé, foi enviado para uma prisão em Kindia, onde afirma ter sido torturado várias vezes. Um atestado médico consultado pela reportagem comprova sua admissão no hospital de Kindia em outubro de 2023. O documento registra "traumatismos e múltiplos hematomas no rosto e no corpo", decorrentes de "golpes desferidos durante vários dias".
Certo dia, segundo o relato de Mohammed, militares levaram vários prisioneiros para fora e atiraram em um deles. Mohammed aproveitou a confusão para fugir para a mata. Sua família então organizou sua partida para os Estados Unidos, onde um de seus tios morava.
Uma vez nos Estados Unidos, um juiz lhe concedeu proteção contra sua devolução à Guiné.
Poucos meses depois, Mohammed foi, no entanto, expulso para Gana. Permaneceu ali apenas 48 horas. Sem passaporte, sem acesso a um telefone e em um hotel permanentemente vigiado por militares. Quando pediu para recuperar seu passaporte e seu telefone, disseram-lhe que só os receberia quando voltasse "para seu país".
"Eles nos disseram: 'Tudo foi acertado antes de vocês virem para cá. […] Seu destino final será seu país. Esse é o nosso acordo com os americanos'."
Dois dias depois, Mohammed foi levado aos arredores do aeroporto e apresentado a representantes da embaixada da Guiné em Acra. Ele não resistiu, por medo, segundo afirma, de ser agredido. Embarcou com destino a Conacri.
No local, escondeu-se na casa de uma parente distante. Depois, foi novamente preso. Dessa vez, foi levado para a prisão central de Conacri. Sua família, graças a seus contatos, conseguiu tirá-lo de lá. Atualmente, ele vive em um país vizinho.
Para Amanda Sullivan, sua advogada nos Estados Unidos, a rapidez dessa sequência sugere que o retorno de Mohammed à Guiné pode ter sido preparado antes mesmo de sua partida dos Estados Unidos. "Esse tipo de transferência leva tempo para ser organizado", avalia. "Parece pouco provável que uma transferência para a Guiné pudesse ter sido organizada em tão poucos dias. Como as autoridades ganesas poderiam saber que deveriam enviá-lo de volta se tudo não tivesse sido previamente preparado?", aponta.
De qualquer forma, considera a advogada, Gana não pode "ser considerado um país seguro" e os Estados Unidos, no mínimo, "fecharam os olhos para o risco de que Mohammed fosse posteriormente enviado de volta à Guiné".
O governo ganês, por sua vez, assume essa política em nome da "compaixão", do "pan-africanismo" e da "solidariedade para com os africanos", explicou o ministro das Relações Exteriores, Samuel Okudzeto Ablakwa. "Não queremos deixá-los à mercê do ICE e de políticas migratórias draconianas. […] Queremos dar-lhes as boas-vindas aqui, em casa."
Gana aceitou exclusivamente receber pessoas expulsas originárias de países da Cedeao. Segundo nossas informações, a maioria já foi devolvida a seus países.
Caráter transitório
Em alguns países, o caráter transitório da acolhida é assumido abertamente. É o caso, por exemplo, de Serra Leoa.
A reportagem consultou um documento entregue às pessoas ao chegarem em Freetown. Um folheto colorido intitulado Information for Third Country Nationals in Transit não deixa muita margem para dúvidas.
Nele se lê: "Sua permanência em Serra Leoa é EXCLUSIVAMENTE de trânsito, enquanto são tomadas as providências necessárias para enviá-lo de volta ao seu país de origem." Ou ainda: "Você NÃO foi expulso para Serra Leoa como destino final."
O documento, no entanto, prevê o que deve acontecer caso o repatriamento não seja organizado dentro de 14 dias: o processo deve ser encaminhado ao ministério das Relações Exteriores de Serra Leoa, acompanhado de um "plano de resolução".
Parte desse procedimento é confiada a uma empresa privada, a Kenvah Solutions (SL) Limited, vinculada por um contrato de 12 meses com o governo de Serra Leoa, no valor de US$ 1,5 milhão, e que se apresenta como prestadora de serviços "operacionais e humanitários".
Seu diretor, Patrick Robin, tem longa experiência no setor humanitário, inclusive na United States Agency for International Development (Usaid), na Cruz Vermelha Americana e na World Vision. Hoje, coloca essa experiência a serviço da Kenvah Solutions.
A empresa afirma ser responsável pela recepção, acomodação temporária, acompanhamento dos processos e organização dos repatriamentos, ressaltando que as decisões relativas a asilo, status de refugiado e não devolução (non-refoulement) cabem às autoridades de Freetown.
Segundo informações obtidas pela reportagem, as autoridades de Serra Leoa não permitiram que advogados locais se encontrassem com as pessoas expulsas. Todas já foram repatriadas para seus países de origem.
Em 8 de setembro, das 38 pessoas expulsas recebidas por Serra Leoa, as 38 já haviam sido repatriadas para seus países.
Vários jornalistas do consórcio, entre eles da RFI, também tentaram viajar para Serra Leoa para encontrar as pessoas expulsas. A acreditação, inicialmente concedida, foi revogada na véspera da data prevista para nossa chegada.
A RFI, no entanto, conseguiu falar por telefone com uma delas. Ele afirma ter tentado, em vão, impedir seu envio para Gana, país que havia deixado depois de ser identificado como homossexual e perseguido por sua comunidade. Ele havia recebido proteção nos Estados Unidos contra sua devolução a Gana. Atualmente, vive escondido em um país vizinho, onde afirma temer por sua segurança.
Em comunicado, o governo de Serra Leoa afirmou que leva "a sério suas obrigações internacionais" e que as proteções concedidas às pessoas expulsas pelos Estados Unidos não estão sob sua autoridade, mas sob a responsabilidade dos americanos.
Na maioria dos acordos consultados pela reportagem, os países africanos que aceitaram receber essas pessoas expulsas se comprometem a respeitar os direitos fundamentais dos expulsos, a cumprir o direito internacional dos refugiados ou a Convenção contra a Tortura. De um documento para outro, as mesmas garantias se repetem, às vezes palavra por palavra.
No caso do Sudão do Sul, as comunicações revelam inclusive que Washington chega a exigir que esses compromissos constem da resposta oficial das autoridades. Em uma nota diplomática datada de 10 de maio de 2025, lê-se: "LANGUAGE TO BE INCLUDED IN THE RESPONSE" / "Formulação a ser incluída na resposta". E também: "O Sudão do Sul tratará essas pessoas de maneira compatível com suas obrigações jurídicas internacionais em matéria de direitos humanos, especialmente aquelas decorrentes da Convenção contra a Tortura."
Para a advogada americana Meredith Yoon, especializada na proteção dos direitos dos migrantes, esse mecanismo é sintomático da estratégia de Washington. "Com esses acordos, os Estados Unidos delegam a outros países a responsabilidade de acolher essas pessoas expulsas, sem se preocupar com as consequências", avalia.
No Sudão do Sul, os oito primeiros migrantes transferidos foram imediatamente levados para um complexo de alta segurança em Juba. Mais de cinco meses depois de sua chegada, parte deles continua detida arbitrariamente, sem contato com o exterior e sem acesso a seus advogados ou familiares.
Um relatório da Comissão de Relações Exteriores do Senado americano, publicado em fevereiro de 2026 após dez meses de investigação sobre as expulsões para países terceiros, revela que, "em pelo menos um país, autoridades americanas disseram aos investigadores da Comissão ter recebido instruções de autoridades da administração Trump para não verificar como as pessoas expulsas estavam sendo tratadas".
Em outras palavras: os Estados Unidos preveem garantias, registram-nas nos acordos e, depois, podem não verificar como elas são respeitadas.
Pessoas "vendidas a outro país"
A advogada de Nika, Sahar Jalili Pawelski, continua tentando reabrir o processo de sua cliente para obter seu retorno aos Estados Unidos. Mas sua cliente está agora na República Centro-Africana, fora da jurisdição americana. Isso dificulta o processo.
Para Linda Gordon, advogada do Human Rights Center Investigations Lab da Universidade de Berkeley, confiar uma pessoa a um país terceiro "não faz desaparecer as obrigações americanas". Na prática, porém, o dispositivo confunde as responsabilidades.
"Esses acordos colocam, de certa forma, tudo isso em uma zona que escapa completamente ao direito. E isso cria muitas ambiguidades quanto às obrigações dos Estados que acolhem essas pessoas na África e em outras regiões do mundo", avalia Laura Bingha, advogada e pesquisadora especializada em direito internacional dos refugiados e direitos humanos.
É precisamente essa zona cinzenta que permite que o sistema funcione: os Estados Unidos transferem a pessoa, o país terceiro assume oficialmente sua responsabilidade e as consequências de um eventual retorno ao país de origem tornam-se mais difíceis de atribuir.
Para Alma David, advogada e uma das principais defensoras dos direitos dos migrantes na América do Norte no Novo Legal Group, essas pessoas acabam, assim, em um verdadeiro "no man's land" jurídico: "O sistema internacional não foi concebido para essa situação", na qual as pessoas são, fundamentalmente, "vendidas a outro país".
NB: Os nomes próprios acompanhados de um asterisco foram modificados a pedido das testemunhas.