Meloni responde a Trump: 'Acordo sobre base militar não será violado em meu governo'

Italiana sugeriu a americano para se focar na própria popularidade

20 jun 2026 - 11h52
(atualizado às 12h23)

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, chamou de "absurdos" os novos ataques do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicados neste sábado (20) sobre a sua popularidade na Itália e frisou que o acordo para o uso das bases militares no país "não será violado" em seu governo.

Meloni usou Instagram para responder novos ataques de Trump
Meloni usou Instagram para responder novos ataques de Trump
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Segundo o americano, a premiê quer voltar a ser sua "amiga" após a "derrota militar do Irã" pelos EUA, já que sua "popularidade está baixa".

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Meloni escreveu no Instagram que ser "amiga" de Trump "certamente" não a ajudou em sua popularidade como chefe de governo de Roma.

"Minha popularidade depende da minha capacidade de defender os interesses nacionais da Itália, e é exatamente isso que sempre fiz, inclusive em relação às bases militares americanas na Itália", cravou a primeira-ministra, referindo-se à negativa em ter cedido o espaço aos EUA durante o conflito no Oriente Médio, o que desagradou o chefe de Estado de Washington.

"O uso delas [das bases militares na Itália] é regido por acordos que sempre respeitamos e que não serão violados enquanto eu for primeira-ministra", destacou Meloni, reforçando ainda que seu país "continua sendo uma nação soberana".

"De qualquer forma, minha popularidade não é da sua conta. Sugiro que você se concentre na sua", disse a italiana, antes de comunicar que "não irá retornar mais a este assunto".

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"Acredito na união do Ocidente e não acho que isso [a discussão] seja um espetáculo à altura das nossas funções" como chefes de Estado e de governo, afirmou Meloni.

Trump e Meloni têm trocado farpas durante a semana após o republicano declarar, em uma entrevista, que a italiana "implorou" para tirar uma fotografia com ele durante a reunião de líderes do G7, na França. "Senti pena dela", disse o presidente, na ocasião.

Hoje, ele insistiu que a premiê teria lhe "implorado inúmeras vezes" para tirarem uma fotografia juntos em Évian. 

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