Mais voos de repatriação devem partir do Oriente Médio; espaço aéreo fechado retém milhares

4 mar 2026 - 14h53

Dezenas de voos de repatriação estão previstos para  partir do Oriente Médio nesta quarta-feira, enquanto os governos se apressam em levar para casa dezenas de milhares de cidadãos retidos no meio do crescente conflito entre os Estados Unidos e Israel com o Irã.

Os céus sobre a maior parte do Oriente Médio permaneceram sem a presença de ⁠aviões comerciais nesta quarta-feira, com os principais hubs do Golfo, incluindo o aeroporto internacional mais ‌movimentado do mundo em Dubai, praticamente fechados pelo quinto dia consecutivo, na maior interrupção de viagens desde a pandemia da Covid-19.

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Os primeiros voos de repatriação para o ‌Reino Unido e a França estavam previstos para esta ‌quarta-feira, e os Emirados Árabes Unidos abriram corredores especiais para permitir que ⁠alguns cidadãos voltem para casa. Em situações normais, milhares de voos comerciais decolam da região diariamente.

Turistas encalhados e alguns expatriados também tentavam encontrar sua própria saída.

"Estamos fazendo isso com cautela", disse o ministro das Finanças francês, Roland Lescure. O governo francês afirmou que vários voos de repatriação para seus cidadãos, cerca de 400.000 na região, estavam previstos para ‌esta quarta-feira.

Um voo fretado britânico partirá de Omã na noite desta quarta-feira, priorizando cidadãos ‌britânicos vulneráveis, disse o Ministério ⁠das Relações Exteriores britânico.

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A ⁠Emirates, a maior companhia aérea internacional do mundo, disse que todas as rotas de e para ⁠Dubai permanecem suspensas até 7 de março ‌e que opera um horário ‌de voos "limitado" a partir do Aeroporto Internacional de Dubai e do Aeroporto Internacional de Maktoum.

O governo da Nova Zelândia informou que espera um total de 121 voos de repatriação partindo do aeroporto internacional de Dubai nesta quarta-feira.

Enquanto isso, a ⁠Qantas opera voos extras para transportar britânicos presos na Austrália, mas precisa fazer uma escala para reabastecimento em Cingapura como alternativa aos hubs normais do Oriente Médio.

Com o espaço aéreo severamente restrito, muitas companhias aéreas estão transportando combustível extra ou fazendo paradas adicionais para reabastecimento, a fim de se ‌proteger contra redirecionamentos repentinos ou rotas de voo mais longas por corredores mais seguros.

As ações das companhias aéreas estavam menos voláteis nesta quarta-feira, após quedas percentuais de dois ⁠dígitos nos últimos dias, que eliminaram dezenas de bilhões de dólares do valor de mercado das companhias aéreas.

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Executivos das companhias aéreas afirmaram que tripulantes e pilotos estão espalhados pelo mundo, complicando o processo de retomada dos voos quando o espaço aéreo for reaberto. A alta nos preços do petróleo também vai aumentar os custos das companhias aéreas.

Analistas afirmaram que os voos ficarão mais caros caso rotas mais longas tornem-se a única opção para as companhias aéreas internacionais.

O Golfo também é um importante centro de carga aérea, o que exerce ainda mais pressão sobre as rotas comerciais internacionais após a interrupção das rotas marítimas do Mar Vermelho.

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