Proporção de lares heterossexuais em que a mulher ganha 60% ou mais da renda do casal caiu para pouco menos de 10% entre 2021 e 2025. Desigualdade de renda se mantém mesmo entre casais sem filhos.A mulher é a principal provedora em menos de 10% dos lares heterossexuais na Alemanha, segundo um estudo divulgado pelo Escritório Federal de Estatísticas (Destatis) nesta terça-feira (03/02).
A proporção de lares heterossexuais em que a mulher ganha 60% ou mais da renda do casal - critério para ser considerado principal provedor - caiu de 10,5% em 2021 para 9,9% em 2025.
Os homens são os principais provedores em mais da metade dos lares heterossexuais, ou 55,8%, uma queda em relação aos 59% registrados em 2021.
"No geral, a desigualdade de gênero em termos de distribuição de renda mudou pouco nos últimos anos", afirmou a agência sediada em Wiesbaden.
Em pouco mais de um terço dos casais (34,3%), o homem e a mulher têm rendas praticamente iguais. A proporção desses lares aumentou em relação aos 30,7% registrados em 2021.
Desigualdade de renda se mantém mesmo entre casais sem filhos
Entre os casais heterossexuais sem filhos, o desequilíbrio entre mulheres e homens é só ligeiramente menor. Em 11,4% dos casos, a mulher tem a renda mais alta, em comparação com 50,1% em que os homens são os principais provedores.
Entre os casais heterossexuais com filhos, as mulheres são ainda menos propensas a serem as principais provedoras: apenas 7,7% dos casos, em comparação com 64,6% dos homens.
Os dados são da pesquisa anual Inquérito sobre as Condições de Vida e Renda na União Europeia (EU-SILC) e foram divulgados às vésperas do Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março.
as/ra (DPA, OTS)