Mais de 50 membros das forças de segurança do Níger morreram em dois ataques no oeste do país, reivindicados pela filial do Estado Islâmico no Sahel. As ações ocorreram em Abala-Filingué e Birni-N'Konni, evidenciando a fragilidade militar da junta que governa a nação desde o golpe de 2023. O episódio amplia o descontentamento no Exército e expõe o avanço insurgente, mesmo após o regime buscar apoio de paramilitares russos para conter a violência na região.
Mais de 50 membros das forças de segurança do Níger foram mortos em dois ataques no oeste desse país sem litoral do Sahel, onde atuam jihadistas, incluindo membros da filial regional do Estado Islâmico, segundo duas fontes de segurança.
• Um comboio de agentes de segurança sofreu uma emboscada perto da cidade de Abala-Filingué na quarta-feira da semana passada, informaram as fontes. Um outro ataque em Birni-N'Konni matou mais de 30 soldados no sábado, acrescentaram.
• As fontes afirmaram que os ataques foram perpetrados por terroristas, sem entrar em mais detalhes.
• A filial da Província da África Ocidental do Estado Islâmico, conhecida como Província do Sahel do Estado Islâmico, divulgou dois comunicados no domingo assumindo a responsabilidade pelos ataques, informou o SITE Intelligence Group nesta segunda-feira.
• O grupo atacou o aeroporto civil e a base aérea militar em Niamei, a capital, em janeiro, destacando a falta de progresso contra grupos insurgentes por parte do governo liderado pelos militares que tomou o poder em um golpe de Estado em 2023.
• No mês passado, soldados amotinados no Níger atacaram o aeroporto e a Presidência, desencadeando um impasse com forças leais ao governo, que contavam com o apoio de tropas do Corpo Africano, uma força paramilitar controlada pelo Kremlin.
• Analistas e fontes de segurança afirmam que a frustração está crescendo entre as unidades do Exército na linha de frente após repetidas derrotas para os insurgentes, principalmente no oeste do Níger.
(Texto de Robbie Corey-Boulet; )