Antonia Salzano, mãe de São Carlo Acutis, destacou que o filho não era "escravo" da tecnologia, citando seu uso consciente de jogos como exemplo para famílias sobrecarregadas pelo tempo de tela dos jovens. Durante a divulgação de um filme sobre o primeiro santo "millennial", morto em 2006, ela também rebateu acusações de que sua família comprou milagres para a canonização, frisando que a graça divina não se adquire e que vários outros milagres continuam ocorrendo pelo mundo.
A italiana Antonia Salzano, mãe de São Carlo Acutis, afirmou nesta quarta-feira (23) que seu filho mantinha uma relação cuidadosa e responsável com as redes sociais e a internet.
Os comentários da mãe do chamado "santo da internet", como é conhecido o jovem que morreu em 2006, foram feitos durante a apresentação do filme "Meu Nome é Carlo", que será exibido pelo Canale 5 em 27 de setembro.
"Quando ele tinha 8 anos, ganhou um PlayStation, mesmo eu sendo totalmente contra. Carlo, no entanto, não quis se tornar escravo dele e decidiu jogar sozinho por uma hora por semana, mas depois parou. Acredito que isso pode ser um ótimo exemplo", disse Salzano.
A mãe de Acutis reiterou que, ao viajar pelo mundo, percebeu que uma das maiores preocupações de pais e avós é a quantidade de tempo que seus filhos passam nas redes sociais, uma média de três a quatro horas por dia.
"Muitos pais se viram completamente despreparados e não sabem o que fazer. Todos precisam estar cientes disso e fazer algo a respeito", acrescentou.
Salzano também respondeu àqueles que levantaram dúvidas, ainda que indiretamente, sobre a canonização de seu filho.
"Algumas pessoas disseram que somos muito ricos e compramos milagres, mas milagres não podem ser comprados, nem tocar corações pode ser comprado, porque só Jesus pode fazer isso", afirmou a italiana.
Ela ainda especificou que os milagres levados em consideração foram dois, "mas houve muitos, e continuam a haver muitos em todo o mundo".
Morto em 2006, aos 15 anos, vítima de uma leucemia fulminante, Acutis foi canonizado pelo papa Leão XIV há pouco mais de um ano, tornando-se o primeiro santo "millennial" da Igreja Católica. .