No Dia da Independência da Ucrânia, líderes europeus reafirmaram apoio a Kiev diante dos bombardeios russos. A União Europeia anunciou 6,1 bilhões de euros para defesa antiaérea e munições. Em visita à capital, António Costa e o premiê britânico Andy Burnham reforçaram a aliança, com o Reino Unido autorizando a montagem local de mísseis Storm Shadow. Emmanuel Macron e Volodymyr Zelensky também destacaram a resistência e a soberania duradoura do povo ucraniano.
Líderes europeus prestaram homenagem à Ucrânia nesta segunda-feira (24), data que marca o Dia da Independência do país após o desmantelamento da União Soviética, em meio à intensificação dos bombardeios por parte da Rússia e dos apelos do presidente Volodymyr Zelensky por sistemas de defesa antiaérea.
O poder Executivo da União Europeia aproveitou a ocasião para anunciar um financiamento de 6,1 bilhões de euros (R$ 36,7 bilhões) a Kiev, como parte do empréstimo de 90 bilhões (R$ 541 bilhões) bancado pela emissão de dívida por Bruxelas.
O montante será utilizado para a aquisição e produção de sistemas de defesa contra mísseis, munições e radares, juntando-se aos 16 bilhões de euros aprovados até o momento, dos quais 8,35 bilhões já foram desembolsados.
Apenas em julho, a Rússia realizou 376 ataques com mísseis contra a Ucrânia, provocando destruição e mortes nas principais cidades do país, incluindo Kiev, que recebeu a visita do presidente do Conselho Europeu, António Costa, e do premiê do Reino Unido, Andy Burnham, nesta segunda-feira.
"Sinto-me orgulhoso por estar aqui em um dia tão significativo, a fim de ressaltar o apoio incondicional da UE. A Ucrânia é uma nação livre e corajosa, e sua luta é também a nossa", afirmou o português.
Já Burnham concedeu autorização para o país montar o míssil de cruzeiro franco-britânico Storm Shadow em seu território ? a Rússia já prometeu bombardear os locais de produção desse projétil.
"Há 30 anos a Rússia tenta acabar com a independência da Ucrânia, mas sempre fracassou. Vocês são uma democracia viva e com um futuro brilhante pela frente. O Reino Unido manteve viva a chama da liberdade no século 20, e vocês estão fazendo isso no século 21", declarou o primeiro-ministro na Praça Santa Sofia, no centro de Kiev.
O presidente da França, Emmanuel Macron, homenageou a independência da Ucrânia com uma mensagem no X e disse que "um povo livre não pode ser dominado". "A França, a Europa e todos os seus parceiros da Coalizão dos Dispostos estão ao seu lado", ressaltou.
Zelensky, por sua vez, garantiu que o país continuará "independente para sempre". "Os ucranianos jamais serão pedras para as botas do czar, não aceitarão aquilo em que não acreditam e nunca desistirão do sonho de viver em liberdade", afirmou.
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