O Kremlin, quando questionado nesta segunda-feira sobre uma isenção de sanções dos Estados Unidos sobre algumas exportações de petróleo da Rússia, disse que a Rússia era um participante responsável e importante nos mercados globais de energia e que é difícil não levar em conta os volumes de exportação da Rússia.
O governo do presidente norte-americano, Donald Trump, renovou na sexta-feira uma isenção que permite que os países comprem petróleo russo sancionado no mar por cerca de um mês, mesmo com os parlamentares acusando o governo de ser brando com Moscou enquanto sua guerra na Ucrânia continua.
A Rússia é o terceiro maior produtor de petróleo do mundo e o segundo maior exportador de petróleo bruto.
"A Rússia continua sendo um participante responsável e muito importante nos mercados globais de energia. Os mercados estão passando por momentos difíceis no momento", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, em uma teleconferência diária com repórteres.
"E, é claro, é muito difícil não levar em conta ou ignorar os volumes russos", disse ele.
A medida faz parte do esforço do governo norte-americano para controlar os preços globais de energia que dispararam durante a guerra de EUA e de Israel contra o Irã. Ela foi tomada depois que países da Ásia, que sofreram com o choque global de energia, pressionaram Washington para permitir que suprimentos alternativos chegassem aos mercados.
O enviado especial do presidente da Rússia, Vladimir Putin, Kirill Dmitriev, disse que a extensão da isenção dos EUA afetará outros 100 milhões de barris de petróleo russo, elevando o volume total afetado por ambas as isenções para 200 milhões de barris.