Kremlin comemora eleição de quase 50 veteranos da guerra na Ucrânia para Parlamento russo

25 set 2026 - 08h34
Resumo
O Kremlin celebrou a eleição recorde de 46 veteranos da guerra na Ucrânia para a Duma Estatal, onde ocuparão mais de 10% dos 450 assentos. O pleito consolidou a ampla maioria do partido governista Rússia Unida, que obteve 349 cadeiras. O presidente Vladimir Putin atribuiu o resultado ao forte apoio popular às Forças Armadas, enquanto o processo eleitoral transcorreu sob rígido controle político, sem a presença de candidatos antiguerra na câmara baixa.

O Kremlin comemorou nesta ‌sexta-feira a eleição de 46 veteranos da guerra da Rússia na Ucrânia para a câmara baixa do Parlamento, a Duma Estatal, que conta com 450 assentos, afirmando que eles terão forte participação no processo ⁠legislativo.

Ella Pamfilova, presidente da Comissão Eleitoral Central da Rússia, ‌anunciou nesta sexta os resultados completos e definitivos da eleição de três dias realizada neste mês, ‌afirmando que os veteranos representarão mais ‌de 10% da nova Duma — um número ⁠que, segundo a mídia russa, seria um recorde na Rússia pós-soviética.

Publicidade

Questionado sobre o sucesso eleitoral dos veteranos daquilo que a Rússia chama de "operação militar especial" na Ucrânia, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse:

"Bem, em ‌primeiro lugar, isso é excelente. A experiência de nossos ‌heróis é muito ⁠procurada. Os ⁠resultados da votação confirmaram isso claramente. E, é claro, cada ⁠um em sua área ‌de atuação dará ‌a maior contribuição possível para a formulação de várias iniciativas."

Pamfilova afirmou que os resultados finais mostraram que o partido governista Rússia Unida obteria 349 cadeiras ⁠no novo Parlamento, o Partido Comunista 37 cadeiras, o LDPR ultranacionalista 23 cadeiras, o partido Novo Povo 19 cadeiras, o partido Rússia Justa 17 cadeiras e o partido ‌Pátria uma cadeira. Outras quatro cadeiras iriam para candidatos independentes que se apresentaram, segundo ela.

O presidente Vladimir Putin ⁠disse que a alta participação eleitoral, de quase 60%, demonstrou que os russos apoiam suas Forças Armadas que lutam na Ucrânia e os esforços das autoridades para proteger a segurança nacional.

Publicidade

Em um sistema político rigidamente controlado, que, segundo os críticos, não tolera dissidência genuína, a maioria dos candidatos antigerra foi impedida de concorrer e aqueles que participaram não conquistaram nenhuma cadeira no Parlamento nacional, embora o partido liberal Yabloko tenha conseguido uma pequena presença em um Parlamento regional.

Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se