Justiça suspende execuções e bloqueios contra Casas Bahia até fevereiro de 2027

A Casas Bahia pediu recuperação judicial neste mês, buscando reestruturar ⁠dívidas de aproximadamente R$17,3 bilhões

31 ago 2026 - 09h20
(atualizado às 10h12)
Resumo
A Justiça de São Paulo suspendeu ações, execuções e bloqueios judiciais contra a Casas Bahia por 180 dias, antecipando a proteção legal antes do processamento formal de sua recuperação judicial. A medida cautelar busca frear a corrida de credores e evitar desfalques patrimoniais após bloqueios recentes de R$ 9 milhões, garantindo a viabilidade da empresa para reestruturar dívidas de cerca de R$ 17,3 bilhões.
Loja da Casas Bahia fechada na Zona Norte de São Paulo
Loja da Casas Bahia fechada na Zona Norte de São Paulo
Foto: Isabella Finholdt/Estadão / Estadão

‌A Casas Bahia informou nesta segunda-feira que a Justiça aprovou a antecipação dos efeitos do "stay period", suspendendo ações e execuções contra o ⁠grupo antes mesmo da decisão ‌sobre o processamento formal da recuperação judicial.

De acordo com ‌a decisão da ‌2ª Vara de Falências ⁠e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo - SP, ficam suspensas todas as ações e execuções contra a ‌companhia e as demais recuperandas ‌e vedados ⁠novos ⁠atos constritivos pelo prazo de 180 dias, ⁠contados ‌a partir de ‌19 de agosto de 2026.

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A Casas Bahia pediu recuperação judicial neste mês, buscando reestruturar ⁠dívidas de aproximadamente R$17,3 bilhões

No despacho, a juíza Tainá Maria de Oliveira cita que, "conforme demonstrado pelas ‌recuperandas, a notícia do ajuizamento recuperacional deflagrou corrida de credores ⁠contra o patrimônio do grupo, com bloqueios judiciais que alcançaram cerca de R$9 milhões em poucos dias e risco iminente de desfalque patrimonial".

"Deixar as devedoras desprotegidas durante os 30 dias da constatação prévia comprometeria a viabilidade do soerguimento empresarial", afirmou. 

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