O Tribunal de Apelação de Trieste manteve neste sábado (7) a condenação à prisão perpétua do brasileiro Bruno Macchi pelo assassinato de Luca Tisi, homem em situação de rua, de 58 anos, morto com 85 facadas na madrugada de 15 de abril de 2023, na Galleria Alpi, em Udine, no norte da Itália.
Os juízes rejeitaram o recurso apresentado pela defesa contra a sentença proferida em 27 de setembro de 2024 pelo Tribunal de Justiça de Udine, que considerou Macchi, de 31 anos, culpado de homicídio doloso agravado por motivos fúteis, crueldade e pela incapacidade de defesa da vítima.
De acordo com a acusação, após sair de um bar, o brasileiro retornou à própria residência para pegar uma faca serrilhada e, em seguida, deslocou-se de bicicleta até o túnel da galeria, onde atacou Tisi enquanto ele dormia.
Após o crime, o réu teria se lavado em um riacho, tentado eliminar vestígios e alterado sua aparência para dificultar a identificação. As investigações, no entanto, apontaram que as imagens captadas pelas câmeras de vigilância da região foram determinantes para a identificação e prisão do autor.
Nas redes sociais, Macchi afirma ser natural do estado de São Paulo. Ele era conhecido em Udine por ter trabalhado como garçom em diferentes bares e restaurantes da região.
Durante o julgamento, o Ministério Público apresentou a versão de que, horas antes do crime, ainda em um bar, o brasileiro teria afirmado a pessoas presentes que queria matar alguém.
A defesa, por sua vez, sustenta que Macchi foi surpreendido por Tisi enquanto comprava cigarros em uma máquina automática.
Segundo os advogados, o italiano, que dormia enrolado em um saco de dormir, teria agarrado o réu pelo pé, levando-o a reagir em estado de pânico, sacar a faca e desferir os golpes.
À época, a imprensa local classificou o episódio como "um massacre em quatro minutos" e descreveu o ataque como um ato de "violência sem precedentes".