Os italianos voltam às urnas nesta segunda-feira (23) para o último dia do referendo sobre a reforma constitucional do sistema judiciário proposta pelo governo da premiê Giorgia Meloni.
As urnas ficam abertas até as 15h (11h em Brasília), em uma consulta popular que pode servir de termômetro do eleitorado a respeito da gestão da primeira-ministra, que já garantiu que não renunciará ao cargo em caso de vitória do "não".
"Pronta para votar. Lembrem-se: há tempo até as 15h de hoje para ir às urnas. Participar é importante", escreveu Meloni nas redes sociais, onde publicou uma foto com seu título de eleitor na mão.
A reforma promove mudanças significativas na magistratura italiana. Entre os principais pontos, estão a separação das carreiras de juízes e promotores, impedindo a troca de funções; a criação de um tribunal superior para disciplinar membros do Judiciário; a divisão do Conselho Superior da Magistratura (CSM), órgão de autogoverno da categoria, em duas entidades; e a alteração na forma de eleição dos membros do CSM, que passará a ser feita por sorteio.
No primeiro dia de votação, realizado no domingo, a taxa de participação foi de 46,07%. O governo tem feito campanha intensa pelo "sim", alegando que a reforma vai modernizar o Judiciário, enquanto a oposição de centro-esquerda defende o "não", acusando a gestão Meloni de querer controlar a Justiça. .