Itália relembra ataques de 7/10 em Israel e defende combate ao antissemitismo

Meloni e Mattarella apelaram por paz em Gaza e apoiaram 'solução de dois Estados'

7 out 2026 - 09h36
(atualizado às 10h25)
Resumo
Ao recordar o aniversário dos ataques do Hamas de 7 de outubro contra Israel, a premiê italiana Giorgia Meloni e o presidente Sergio Mattarella condenaram o terrorismo e reafirmaram o combate ao antissemitismo. Ambos expressaram solidariedade às vítimas israelenses, mas alertaram para a grave devastação sofrida pela população palestina em Gaza e na Cisjordânia, defendendo o fim da violência e a solução de dois Estados para garantir a coexistência pacífica e a segurança na região.

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, renovou nesta quarta-feira (7) o compromisso de seu governo com o combate ao antissemitismo ao recordar o terceiro aniversário dos ataques de 7 de outubro de 2023, realizados pelo Hamas.

Em comunicado divulgado pelo Palazzo Chigi, a premiê também defendeu o fim da violência na Faixa de Gaza e na Cisjordânia e reiterou o apoio da Itália à solução de dois Estados.

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"Há três anos, em 7 de outubro de 2023, ataques terroristas do Hamas massacraram homens, mulheres e crianças, atacaram jovens reunidos para ouvir música e arrancaram pessoas inocentes de suas famílias para arrastá-las para o cativeiro", afirmou Meloni.

 A chefe de governo da Itália também prestou solidariedade às vítimas, aos familiares e às pessoas que foram sequestradas, além de reafirmar o apoio ao povo israelense. Segundo ela, a passagem do tempo não reduz a gravidade dos crimes cometidos naquele dia.

"Nenhuma causa pode justificar o massacre deliberado de inocentes", declarou ela.

Para Meloni, recordar os acontecimentos de 7 de outubro significa também renovar o compromisso de combater "todas as formas de antissemitismo".

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Ao mesmo tempo, a premiê italiana afirmou que a proteção da população civil exige atenção ao sofrimento dos palestinos. "Não podemos permanecer indiferentes ao sofrimento dramático e inaceitável dos habitantes de Gaza ou à escalada da violência a que os civis palestinos na Cisjordânia estão sujeitos", disse.

Meloni defendeu a interrupção da "espiral de violência" e afirmou que a Itália continuará trabalhando por uma solução que garanta segurança aos israelenses e liberdade e dignidade aos palestinos.

A proposta, segundo ela, é a criação de dois Estados vivendo lado a lado dentro de fronteiras reconhecidas, "um futuro onde não haja espaço para o terrorismo e nenhuma criança precise crescer com medo e ódio".

Já o presidente da Itália, Sergio Mattarella, também condenou os ataques de 7 de outubro e afirmou que o episódio deve servir como alerta contra o terrorismo, o antissemitismo e todas as formas de ódio étnico e religioso.

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Em mensagem, o líder italiano lembrou que jovens, inclusive estrangeiros, foram mortos ou feitos reféns no momento em que participavam de um festival, enquanto outras vítimas foram assassinadas ou sequestradas em suas próprias casas.

"Atos de terrorismo jamais podem ser justificados ou minimizados", afirmou Mattarella, acrescentando que os acontecimentos devem permanecer como um "doloroso alerta" para que o terrorismo e o ódio sejam firmemente rejeitados no Oriente Médio e em todo o mundo.

O presidente da Itália também destacou as consequências da guerra para a população palestina, enfatizando que as operações militares israelenses em Gaza provocaram uma devastação humana e material de "gravidade intolerável", enquanto a erosão dos territórios atribuídos à Autoridade Nacional Palestina é "inaceitável".

Para ele, a escalada de violência precisa ser interrompida, e devem ser reconstruídas as condições para a coexistência entre israelenses e palestinos com base na solução de dois Estados, permitindo que vivam pacificamente lado a lado.

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Por fim, ao reafirmar a solidariedade da Itália ao povo israelense, às famílias das vítimas e aos sobreviventes dos ataques, Mattarella pediu que a comunidade internacional intensifique os esforços para estabelecer condições duradouras de paz e segurança na região.

Os atentados registrados há 3 anos deixaram cerca de 1,2 mil mortos e mais de 200 reféns, enquanto que mais de 70 mil palestinos foram mortos na campanha de retaliação de Israel. 

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