A Itália extraditou aos Estados Unidos o engenheiro chinês Xu Zewei, de 33 anos, a pedido da Justiça americana, que o acusa de integrar uma equipe de hackers com fins de espionagem para o governo de Pequim.
A deportação de Xu, que foi preso no aeroporto de Malpensa, em Milão, em 3 de julho de 2025, ocorreu após o Tribunal de Cassação local rejeitar o recurso da defesa contra a decisão da Corte de Apelação, que, em 27 de janeiro, declarou que "estavam presentes as condições para a concessão do pedido de extradição".
Após a aprovação do caso pelas autoridades judiciais, o Ministério da Justiça italiano deu sinal verde e, segundo consta, Xu já estaria nos EUA.
De acordo com o FBI, a polícia federal americana, o chinês integrava uma equipe de hackers que, em 2020, obteve informações sobre tratamentos e vacinas contra a Covid-19, tendo como alvo, principalmente, profissionais da Universidade do Texas.
Ele também foi denunciado por participar de "uma campanha de intrusão cibernética em larga escala orquestrada" pela China, que "visou milhares de computadores em todo o mundo", para obter informações sobre "diversas políticas do governo dos EUA".
Em novembro de 2023, o Distrito Sul do Texas emitiu um mandado de prisão contra Xu com as acusações citadas.
Ele foi detido em Milão no ano passado após a Embaixada americana em Roma informar a Itália que o hacker estava em um voo vindo da China.
Descrito por sua esposa como uma "boa pessoa" e pai de uma filha de sete meses, o acusado trabalhava em Xangai como "desenvolvedor de sistemas de TI". Ele sempre negou as acusações.