Itália e mais 14 países europeus pedem fim de ações militares no Líbano

Declaração conjunta se dirige tanto a Israel quanto ao Hezbollah

1 abr 2026 - 14h38
(atualizado às 14h50)

Um grupo de 15 países europeus, incluindo Itália, Espanha e Polônia, divulgou nesta quarta-feira (1º) uma declaração conjunta na qual pede o fim imediato das operações militares de Israel no Líbano e dos ataques do Hezbollah.

Mulher segura foto de filho morto por Israel no Líbano
Mulher segura foto de filho morto por Israel no Líbano
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A iniciativa chega um dia antes do marco de um mês da entrada do grupo xiita no conflito, em represália pela morte do aiatolá Ali Khamenei, então líder supremo do Irã, em bombardeios israelenses e americanos em Teerã.

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"Estamos chocados com a situação dramática no Líbano, onde já existem 1,2 milhão de deslocados internos, aproximadamente 25% da população total. As operações militares israelenses no Líbano e os ataques do Hezbollah devem cessar", diz o documento, que é assinado pelos ministros das Relações Exteriores de Bélgica, Croácia, Espanha, Estônia, Finlândia, Islândia, Itália, Irlanda, Letônia, Luxemburgo, Moldávia, Noruega, Polônia, San Marino e Suécia.

"Exortamos Israel a respeitar integralmente a soberania e a integridade territorial do Líbano e apelamos a todas as partes, tanto ao Hezbollah quanto a Israel, para que suspendam as ações militares", acrescenta a declaração conjunta.

O texto ainda recorda a Israel a "obrigação de respeitar plenamente o direito internacional humanitário, incluindo os princípios de distinção, proporcionalidade e precaução", além de sublinhar a "importância da proteção dos civis".

"Os ataques contra civis, profissionais de saúde, trabalhadores humanitários, jornalistas e infraestruturas civis são injustificados e inaceitáveis. Devem cessar imediatamente. Investigações independentes são essenciais para responsabilizar os culpados", ressaltam os 15 países europeus.

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A declaração conjunta ainda pede que seja garantido um "acesso humanitário completo, seguro e sem obstáculos" aos civis atingidos pela guerra e elogia os esforços do governo do Líbano para desarmar o Hezbollah, grupo apoiado e financiado pelo Irã.

Desde que foi arrastado para o conflito, em 2 de março, a nação árabe já contabiliza 1.318 mortos nos ataques, incluindo 125 crianças.

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