A Itália e a França anunciaram nesta quinta-feira (25) a intenção de criar uma coalizão internacional para apoiar o Líbano no período posterior ao encerramento da missão da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil), prevista para terminar no fim deste ano.
O anúncio foi feito pelo presidente francês, Emmanuel Macron, durante uma coletiva de imprensa ao lado da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, após uma reunião bilateral realizada em Antibes, no âmbito da cúpula intergovernamental entre os dois países.
Segundo Macron, França e Itália possuem uma responsabilidade especial em relação ao Líbano por contribuírem para a Unifil e, portanto, o objetivo da nova iniciativa será fortalecer a soberania libanesa e evitar que o território do país se transforme em ponto de partida para uma nova escalada regional.
"A França e a Itália desempenham um papel especial em relação ao Líbano, pois ambas contribuem para a Unifil. Queremos lançar uma coalizão para um mecanismo pós-Unifil, naturalmente em colaboração com a União Europeia e as Nações Unidas", declarou o presidente francês.
Meloni afirmou que a prioridade é evitar um "vácuo potencialmente perigoso" após o fim da missão internacional e defendeu a manutenção de uma presença internacional no país.
"A Itália e a França podem fazer a diferença em relação à crise no Líbano", disse a premiê italiana, acrescentando que será organizada uma conferência internacional com a participação de parceiros europeus e países da região.
De acordo com Meloni, o objetivo central da iniciativa é garantir que o governo libanês tenha o controle sobre todo o território nacional e mantenha o "monopólio do uso da força".
Ela também destacou a importância das negociações em andamento entre o Líbano e Israel e afirmou que elas devem ser apoiadas pela comunidade internacional.
Já o ministro da Defesa da Itália, Guido Crosetto, afirmou que Roma e Paris trabalham em propostas concretas para a fase pós-Unifil. Segundo ele, a abordagem deve ser baseada no fortalecimento das instituições libanesas e na consolidação das Forças Armadas Libanesas como principal elemento de estabilização do país.
"É essencial que a comunidade internacional adote uma abordagem pragmática e sustentável ? focada no fortalecimento das capacidades das instituições nacionais e na consolidação do papel das Forças Armadas Libanesas como o principal pilar de estabilização do país e um elemento fundamental para a segurança de toda a região", concluiu ele. .