Com mais de 2,1 mil doadores de órgãos e 4.697 transplantes, a Itália confirmou o ano de 2025 como "o melhor de todos os tempos" no setor.
Apesar de um bom resultado, o ministro da Saúde italiano, Orazio Schillaci, afirmou que ainda é "necessário reforçar a sensibilização [sobre o tema], principalmente entre os jovens" de 18 a 30 anos, dos quais 40,1% se autodeclararam não doadores.
Segundo o relatório do Centro Nacional de Transplantes (CNT), estes aumentaram 1,2% no ano passado em relação a 2024, com 55 transplantes a mais, uma média de 73,4 cirurgias por milhão de habitantes.
Já o número de doadores cresceu 3,2% no país, com destaque para o Vêneto, com 49,5 doadores por milhão de habitantes, seguido pela Toscana (47,3) e Piemonte (41,9), em comparação a uma média nacional de 30,2. Ao mesmo tempo, houve aumento nas regiões do sul, como Basilicata (+5,7), Puglia (+4,4) e Campânia (+3,9).
Entre os órgãos transplantados, a maior elevação foi observada nos de coração, que passaram de 413 em 2024 para 461 em 2025 (+11,6%). Por outro lado, os transplantes renais permaneceram estáveis (2.347), enquanto os de fígado sofreram um ligeiro aumento (1.770), assim como os pulmonares (150) e os de pâncreas (33).
As células-tronco hematopoiéticas, encontradas na medula óssea, também apresentaram bom desempenho: houve mais doações do que nunca (490, +19,5%).
O relatório também destacou os transplantes de doadores não aparentados, que cresceram 6% (1.161) no ano passado.