O governo da Itália elogiou a conclusão do acordo de livre comércio entre União Europeia e Índia, que criará um mercado comum de cerca de 2 bilhões de consumidores, o maior do tipo na história.
"O acordo é uma ótima notícia para as empresas italianas. Como lembrei durante minha missão em Nova Délhi e Mumbai, a Índia é um dos países mais importantes do plano de ação para as exportações italianas nos mercados fora da UE", escreveu o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, no X.
"O novo acordo abrirá novas oportunidades e produzirá benefícios concretos para numerosos setores exportadores: de maquinários ao farmacêutico, até o agroalimentar de qualidade. É um compromisso que reforça também o papel de uma Europa mais próxima dos cidadãos e das empresas, promovendo crescimento, regras compartilhadas e oportunidades", acrescentou.
O tratado reduzirá ou eliminará tarifas alfandegárias sobre quase 97% das exportações europeias para a Índia, com uma economia anual de até 4 bilhões de euros (R$ 25 bilhões) em taxas. As alíquotas sobre vinhos de alto valor, por exemplo, cairão de 150% para 20%, sobre licores e cervejas, de 110% para 40%, e sobre azeites de oliva, de 45% para 0%.
Alimentos manufaturados, como massas e chocolates, também terão tarifa zero para entrar no mercado indiano. O objetivo de Tajani é aumentar as exportações italianas dos atuais 644 bilhões de euros (R$ 4 trilhões) por ano para 700 bilhões (R$ 4,4 trilhões).