A Itália registrou mais uma queda na taxa de fecundidade e contabilizou apenas 355 mil nascimentos em 2025, menor número de sua história e que representa uma redução de 3,9% na comparação com 2024, que detinha o recorde negativo anterior.
Os dados estão em um relatório divulgado nesta terça-feira (31) pelo Instituto Nacional de Estatísticas (Istat) e confirmam um "inverno demográfico" que é considerado um dos principais desafios do país pelo governo da premiê Giorgia Meloni.
De acordo com o Istat, a Itália teve uma taxa de fecundidade de 1,14 filho por mulher em 2025, superando o mínimo histórico de 1,18, registrado em 2024.
Com 652 mil óbitos no ano passado (-0,2%), o "Belpaese" apresentou um saldo natural (diferença entre nascimentos e mortes) negativo de 296 mil pessoas ? no período anterior, esse número foi de -283 mil.
Em 1º de janeiro de 2026, segundo cifras provisórias do Istat, a população residente na Itália era de 58,943 milhões de indivíduos, com uma redução de apenas 636 unidades na comparação com 2024.
Essa estabilidade foi obtida graças ao aumento do número de imigrantes, que totalizavam 5,560 milhões de pessoas (+188 mil) no primeiro dia do ano. Em contrapartida, a cifra de habitantes com cidadania italiana era de 54,383 milhões (-189 mil).
Atualmente, 9,4% da população do "Belpaese" é estrangeira. Ainda de acordo com o Istat, mais de um terço das famílias na Itália são formadas por apenas uma pessoa (37,1%), número que era de 25,9% há 20 anos.
Uma projeção recente do Instituto Nacional de Estatística apontou que o país pode perder 11,5 milhões de habitantes até 2070, o que significaria uma redução populacional de 20% em menos de meio século.