Irmã do líder da Coreia do Norte adverte que haverá resposta mais contundente aos exercícios liderados pelos EUA

17 set 2026 - 21h08
Resumo
Kim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un, acusou os EUA de agravarem as tensões na Península Coreana com o exercício naval multilateral Pacific Vanguard 2026, perto de Guam. Classificando as manobras com aliados como uma ameaça à região, ela advertiu que Pyongyang adotará respostas mais ofensivas e usará todos os meios militares se seus interesses forem violados. Kim também reforçou que o fortalecimento e o status nuclear da Coreia do Norte são irreversíveis, rejeitando o desarmamento.

Kim Yo Jong, ‌a poderosa irmã do líder norte-coreano, Kim Jong Un, culpou na sexta-feira (horário local) os exercícios militares liderados pelos EUA pelo "agravamento constante" das tensões na Península Coreana e prometeu que não ⁠haverá mudança no rumo do país ‌de fortalecer seu arsenal nuclear.

Em comunicado divulgado pela agência de notícias estatal KCNA, ‌Kim se referiu ao exercício ‌naval "Pacific Vanguard 2026", realizado próximo a ⁠Guam, classificando-o como mais um "jogo de guerra" ameaçador liderado pelos EUA e parte dos esforços de Washington para expandir sua influência militar na região Ásia-Pacífico por meio ‌da cooperação com aliados, incluindo a Coreia ‌do Sul e ⁠o Japão.

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Ela ⁠afirmou que a situação atual ressalta a necessidade ⁠de a ‌Coreia do Norte adotar ‌medidas de resposta "proporcionais ou de natureza mais ofensiva" e advertiu que as Forças Armadas do país "mobilizariam todos os meios ⁠disponíveis" caso sua segurança ou seus interesses nacionais fossem violados.

A declaração foi a segunda de Kim em dois dias. Ela rejeitou novos apelos pela ‌desnuclearização da Coreia do Norte na quinta-feira, em uma conferência da Agência Internacional de Energia ⁠Atômica, e reiterou a posição de Pyongyang de que seu status como potência nuclear é irreversível.

O "Pacific Vanguard 2026", um exercício multilateral liderado pela Marinha dos EUA e envolvendo as marinhas da Coreia do Sul, Austrália, Canadá, Nova Zelândia e Japão nas proximidades de Guam, ocorreu de 29 de agosto a 10 de setembro, de acordo com a Força de Autodefesa Marítima do Japão.

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