Irã e EUA concordam em suspender ataques e retomar negociações, diz autoridade norte-americana

29 jun 2026 - 07h59

Irã e Estados Unidos concordaram em suspender as recentes hostilidades no Golfo e retomar as negociações sobre a disputa em torno do Estreito de Ormuz, afirmou uma autoridade norte-americana no domingo, aumentando as esperanças de salvar um acordo de paz provisório que estava sob pressão devido a dias de ataques ⁠recíprocos.

"Está previsto que as negociações técnicas continuem em todas as áreas do memorando ‌de entendimento. Ambos os lados vão se conter por enquanto e as embarcações poderão circular livremente", disse a autoridade, referindo-se ao memorando de entendimento ‌de 14 pontos acordado em 17 de junho, ‌segundo o qual o estreito seria reaberto ao tráfego.

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O site Axios, que ⁠foi o primeiro a noticiar a cessação das hostilidades, citando uma autoridade graduada dos EUA, informou que as negociações serão retomadas na terça-feira no Catar.

O retorno à diplomacia se seguiria a vários dias de ataques e contra-ataques desde que um projétil iraniano atingiu um navio de carga no Estreito de Ormuz ‌na quinta-feira, com os EUA e o Irã acusando um ao outro de ‌violar um cessar-fogo provisório ⁠acordado em 17 de ⁠junho.

O Irã lançou mísseis e drones contra instalações militares dos EUA no Kuweit e ⁠no Barein na madrugada de domingo, logo ‌após o presidente Donald ‌Trump ter ameaçado que a República Islâmica deixaria de existir caso não honrasse o acordo para pôr fim à guerra.

Enquanto isso, Israel informou no domingo que havia atacado mais uma vez militantes armados do Hezbollah, apoiados ⁠pelo Irã, no Líbano, destruindo infraestrutura subterrânea usada pelo grupo em uma vila no sul do Líbano. Isso ocorreu após outro ataque no sábado, que se seguiu logo após o mais recente acordo de cessar-fogo com o Líbano, firmado na sexta-feira. O Irã afirma ‌que os combates no Líbano têm que cessar para que o acordo mais amplo seja mantido.

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As Forças Armadas dos EUA informaram anteriormente que haviam atacado ⁠o Irã novamente, horas depois que um petroleiro foi atingido no Estreito de Ormuz, a rota de transporte de energia mais importante do mundo, que Teerã manteve praticamente fechada durante a maior parte do conflito.

"Pode chegar um momento em que não seremos mais capazes de agir com sensatez e seremos forçados a concluir militarmente a tarefa que iniciamos com muito sucesso", disse Trump nas redes sociais, antes da reportagem do Axios.

"Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã não existirá mais!", acrescentou ele.

O acordo de paz provisório de 14 pontos tinha como objetivo interromper os combates, iniciados por EUA e Israel em 28 de fevereiro, e reabrir o estreito enquanto as negociações sobre questões como o programa nuclear do Irã prosseguiam.

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