Irã diz que Estreito de Ormuz não será reaberto até que condições sejam atendidas

4 out 2026 - 08h53
Resumo
O Irã condicionou a reabertura do Estreito de Ormuz ao cumprimento, pelos EUA, de sete exigências firmadas em junho. Segundo Teerã, a via poderá ser liberada em sete dias caso as medidas sejam aceitas, rejeitando imposições unilaterais de Washington. Embora haja mediação do Catar para encerrar o conflito e restabelecer o tráfego marítimo crucial para o petróleo global, divergências sobre a ordem das ações persistem, e o governo iraniano nega ter iniciado negociações nucleares com os norte-americanos.

O Estreito de Ormuz não será reaberto ‌até que sejam cumpridas as sete condições iranianas estabelecidas em um acordo provisório firmado em junho com os EUA, segundo informou a mídia estatal, citando declarações do presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, no domingo.

O Irã apresentou uma proposta durante a Assembleia Geral da ONU segundo ⁠a qual a via navegável do Estreito de Ormuz poderia ser reaberta ‌e a passagem marítima normal restabelecida em até sete dias caso as condições fossem cumpridas. Os EUA responderam a essa proposta na semana ‌passada por meio de intermediários do Catar.

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"A posição ‌da República Islâmica do Irã é totalmente clara e firme, ⁠e o Estreito de Ormuz não será reaberto até que nossas sete condições, baseadas no Memorando de Entendimento de Islamabad, sejam cumpridas", disse Qalibaf, principal negociador do Irã, segundo a reportagem.

Ele afirmou que Washington "precisa compreender que o período de prolongamento do processo (diplomático) e de imposição de exigências unilaterais ‌chegou ao fim".

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores afirmou no domingo que ‌Teerã havia esclarecido suas ⁠posições gerais, por ⁠meio de mediadores, em resposta aos EUA, mas que ainda havia pontos adicionais a ⁠serem comunicados a Washington.

"As propostas dos ‌norte-americanos estão mais ou ‌menos alinhadas com suas posições anteriores, especificamente sobre a questão nuclear. Dissemos a eles que nosso foco nesta fase é a questão do Estreito de Ormuz e que o retorno à segurança nessa via ⁠navegável exige medidas claras por parte dos EUA", declarou o porta-voz Esmaeil Baghaei.

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Ele também negou que Teerã tivesse oferecido à agência nuclear da ONU inspeções em suas instalações nucleares em troca do alívio das sanções dos EUA, afirmando que o Irã ‌não havia iniciado negociações nucleares com Washington.

O documento que está circulando delineia um período de sete dias para a construção de confiança, com ⁠o objetivo de levar as duas partes de volta a uma versão aprimorada do memorando de entendimento acordado em junho, incluindo medidas concretas sobre o programa nuclear do Irã, disse na semana passada uma autoridade a par das negociações.

A divergência gira em torno da sequência das medidas, e não dos componentes do plano, acrescentou a autoridade.

O Catar vem transmitindo mensagens entre Washington e Teerã em um esforço para pôr fim ao conflito e reabrir o Estreito de Ormuz, por onde passava um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo antes da guerra que começou no final de fevereiro com ataques dos EUA e de Israel ao Irã.

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