O sul da Austrália sofreu com uma onda de calor brutal nesta quarta-feira, que atingiu temperaturas acima de 40 graus Celsius em algumas cidades, provocando alertas de saúde, sobrecarregando as redes de energia e causando incêndios florestais.
Os meteorologistas disseram que as condições foram as piores dos últimos seis anos, quando incêndios catastróficos destruíram grandes áreas do sudeste da Austrália, matando 33 pessoas, no que ficou conhecido como o Verão Negro.
O departamento de meteorologia do país emitiu alertas de calor severo ou extremo para os Estados de Nova Gales do Sul, Victoria, Austrália do Sul e Tasmânia. Ele também alertou sobre o perigo extremo de incêndios em Victoria e na Austrália do Sul.
"Esses elevados perigos de incêndio estão sendo causados por uma massa de ar muito quente que se estende desde o oeste da Austrália, com temperaturas máximas superiores a 45 graus", disse a meteorologista Sarah Scully.
Em Victoria, onde as temperaturas chegaram a 44°C e 41°C na capital do Estado, Melbourne, as autoridades aconselharam os moradores a ficarem em casa e se manterem hidratados.
O comissário de Gerenciamento de Emergências de Victoria, Tim Wiebusch, disse que os bombeiros estavam lutando contra vários incêndios em todo o Estado e que as condições piorariam na sexta-feira.
"Já temos uma mensagem de aviso de advertência em todo o Estado para uma onda de calor de intensidade severa a extrema, e agora estamos vendo essas condições se manifestarem em todo o Estado", disse ele.
"Queremos especialmente que os vitorianos se certifiquem de que estão atentos às suas condições e que permaneçam em locais frescos."
As temperaturas também subiram para 31ºC em Sydney, 32ºC em Perth e 43ºC em Adelaide.
Alguns espaços públicos, como bibliotecas, estenderam seu horário de funcionamento para ajudar os moradores a se refrescarem, enquanto outros, como o Monarto Safari Park, foram forçados a fechar durante o dia. Mais de 2.000 residências ficaram sem energia em Adelaide.
"Acho que, psicologicamente, é preciso manter a calma no calor e não entrar em pânico. São apenas dois ou três dias. Depois, tudo volta a diminuir", disse Valdine Tuckwell, moradora de Adelaide, à emissora nacional ABC.